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Uplistsikhe e Vani: Vestígios de uma era pagã na Geórgia

A cidade escavada na rocha de Uplistsikhe, com a sua impressionante estrutura, e o Museu Arqueológico de Vani, com os pormenores das suas peças elaboradas, contam a história dos povos que antecederam o Cristianismo na Geórgia.

Seguindo o Rio Mtkvari, é possível encontrar, numa elevação rochosa numa das suas margens, os claros vestígios de uma cidade escavada na rocha. Uplistsikhe é uma das mais antigas cidades da região da Geórgia, onde se encontram vestígios de presença humana com cerca de 4.000 anos.

Esta cidade, digna de uma história de J.R.R. Tolkien ou de George R.R. Martin, é uma viagem ao passado se a imaginação dos visitantes completar pormenores como os encaixes para portas e prateleiras, encontradas nas cavernas, ou as despensas no interior destas casas escavadas em pedra.

É possível visitar a sala de cerimónias, actualmente vazia, mas com as suas paredes e tecto escavados de forma elaborada, bem como imaginar uma cozinha cuja luz brota estrategicamente de uma janela aberta no tecto, ao estilo de clarabóia, para o local de confecção.

Nesta cidade foram encontrados vestígios de arquitectura pagã e cristã, bem como de diferentes culturas desde a turca à iraniana.

Uplistsikhe foi um dos principais pólos políticos e religiosos desta região até ao século IV, quando o Cristianismo começou a ser implementado e as cidades de Mtskheta e Tbilisi começaram a crescer.

A sua importância foi redobrada como fortaleza durante a invasão árabe entre os séculos VIII e X, e no século XIV, durante a invasão mongol, que ditou o fim desta zona como cidade.

A história da Geórgia antes do Cristianismo também é contada no Museu Arqueológico de Vani, junto ao Sítio Arqueológico homónimo, com peças que datam quase 1.000 anos antes do nascimento de Cristo e que ilustram a história desta povoação cujo nome original se desconhece.

O Sítio Arqueológico de Vani é fonte de uma série de peças do tempo do Reino dos Colchis, que de acordo com a mitologia grega eram os proprietários do famoso Velo Dourado (Golden Fleece), cobiçado por Jason e os seus Argonautas.

No Museu encontramos uma série de peças em ouro que dão a conhecer como este metal já era valorizado e minuciosamente trabalhado por aquele povo, bem como outras obras de inspiração helénica em bronze.

Este espaço foi renovado em 2020 e foi um dos dois museus da Geórgia que permaneceu aberto durante a pandemia.

O PressTUR viajou a convite da Embaixada da Geórgia em Portugal

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