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Mtskheta: A Cidade Sagrada da Geórgia e os seus monumentos UNESCO

A Cidade Sagrada de Mtskheta, designação atribuída pelo actual Patriarca da Igreja Ortodoxa da Geórgia em 2014, encontra-se numa zona montanhosa na convergência dos rios Mtkvari e Aragvi e conta com alguns dos mais importantes monumentos UNESCO deste país.

A cidade de Mtskheta, a cerca de 20 quilómetros de Tbilisi, foi desenhada pelo arquitecto Aurelius Acholis e chegou a ser capital do país durante o Reino de Kartli (Ibéria), entre o III e o V séculos A.C..

Actuamente a cidade é considerada a sede da Igreja Ortodoxa da Geórgia, a religião oficial do estado desde o ano 337.

Aquando da conversão da cidade para a religião cristã, foi erguida uma igreja em madeira no centro da mesma, que mais tarde se tornaria na Catedral Svetitskhoveli. Segundo a Igreja Ortodoxa Georgiana, a história desta Catedral começa com a crucifixação de Jesus em Jerusalém, que foi presenciada por Elias, um judeu da Geórgia que adquiriu a túnica que Jesus utilizava aquando da sua crucifixação.

Elias regressou à Geórgia com um pedaço da túnica de Jesus e ao entregar esta relíquia à sua irmã, esta sucumbiu à quantidade de emoções avassaladora provocadas pelo contacto com o tecido. E por não ter sido possível retirar a túnica da mão cerrada de Sidonia, ambos foram sepultados num local de onde nasceu um cedro, que anos mais tarde foi mandado cortar por Santa Cristiana, também conhecida por São Nino da Geórgia, para erguer uma igreja com esta madeira.

Dos sete pilares que foram criados a partir da madeira do cedro, o sétimo ascendeu aos céus, tendo regressado após rezas de Santa Cristiana, e com a capacidade de segregar um líquido com propriedades curativas. Em georgiano, “sveti” significa “pilar”, enquanto que “tskhoveli” significa “dar vida” ou “viver”, o que explica o nome pelo qual é conhecido este monumento.

Devido a invasões árabes, persas, mongóis e, mais tarde, russas, esta Catedral foi reconstruída por diferentes ocasiões até ao século XI, quando o arquitecto Arsukidze desenhou o edifício que ainda hoje é possível visitar.

E é aqui que há mais uma história, o arquitecto Arsukidze é protagonista de uma lenda associada à construção desta Catedral, que é contada no livro “The Right Hand of the Grand Master”, por Konstantine Gamsakhurdia.

Reza a lenda que o talentoso arquitecto Konstantine Arsukidze, durante o reinado de Jorge I, foi eleito para reconstruir a Catedral, mas o ciúme e a inveja acabariam por ditar o seu destino. Primeiro por parte de um clérigo, que tinha sido seu tutor, que influencia o Rei Jorge I, e depois pelo próprio Rei, que se apaixona pela amante do arquitecto. O clérigo convence o Rei a cortar uma mão ao arquitecto, que acabaria por falecer dos seus ferimentos. Anos mais tarde, quando o Rei Jorge I caçava incógnito, disfarçado com vestes populares, é ferido mortalmente, e antes de falecer, a história conta que o Rei gabou os seus feitos enquanto monarca, mas que enquanto homem considerava-se uma desilusão, destacando o acto de inveja contra o arquitecto.

O Mosteiro de Samtavro, que engloba a Igreja da Transfiguração de Samtavro e o Convento de Santa Cristiana (São Nino), também se encontra nesta cidade. Acredita-se que este mosteiro data do século IV, quando foi construída uma pequena igreja por Santa Cristiana durante o período de conversão do país para o Cristianismo. Nos jardins encontram-se os túmulos do Rei Mirian III e da sua esposa Nana.

E a melhor vista para a Cidade Sagrada é a partir do Mosteiro Jvari, no alto de uma montanha onde foi colocada uma cruz de madeira sobre um santuário pagão, com vista para Mtskheta, simbolizando a queda do Paganismo e o crescimento do Cristianismo.


No local desta cruz foi erguida uma igreja, a Pequena Igreja de Jvari, que mais tarde foi alargada devido ao elevado número de peregrinações ao local, para a Grande Igreja de Jvari. Hoje em dia, é possível verificar que a estrutura da igreja mais pequena encontra-se englobada pela maior, formando o Mosteiro de Jvari.

O PressTUR viajou a convite da Embaixada da Geórgia em Portugal

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