Montanha, ar puro, cheiro a lareira e a pão acabadinho de sair do forno. Lá fora, o som de uma cascata, logo ali ao lado, e o verde da Serra da Estrela até onde a vista alcança. Se isto não dissolve o stress dos mais acelerados, nada mais dissolve…
Estamos nas Casas da Lapa, Nature & Spa Hotel, na Lapa dos Dinheiros, perto de Seia, uma típica aldeia de montanha, a 700 metros de altitude sobre o rio Alva e a ribeira da Caniça, rodeada de verde e numa salutar bolha de ar puro, potenciado pelo omnipresente som das diversas quedas de água que se multiplicam por ali bem perto.
A unidade, classificada com 5-estrelas, não se mede em número de quartos – apenas 15 – mas em qualidade global que é exigida a uma unidade que pretende estar nessa categoria. Da arquitetura única do hotel ao aconchego dos quartos, da gastronomia aos diversos espaços que inclui um Spa, restaurante e três piscinas (duas delas exteriores, com uma paisagem a perder de vista e ‘paredes-meias’, literalmente, com duas cascatas que fazem a delícia dos hóspedes em tempos quentes), são vários os critérios cumpridos com distinção.
Este ano, as Casas da Lapa receberam também a prestigiada “chave Michelin” dos inspectores desta entidade que percorrem todos os cantos do país à procura dos projetos mais excepcionais no panorama turístico nacional e onde vale a pena ficar. Esta distinção, que segue a lógica das Estrelas atribuídas aos restaurantes – uma escala de uma a três chaves – é obtida “se o hotel conseguir demonstrar a excelência em cinco critérios: arquitetura e design de interiores, qualidade e consistência do serviço, personalidade e carácter, contributo relevante para o bairro ou a paisagem onde se insere, e uma boa relação qualidade-preço”, pode ler-se no site oficial — um ponto essencial, que sublinha que uma boa estadia não tem de ser sinónimo de preços inacessíveis. A Michelin já classificou 55 unidades em Portugal.

Chegámos em dia de sol escondido mas sem chuva e com um programa que prometia um banho de natureza em formato de revigorantes caminhadas. Há vários percursos pedestres disponíveis, com diferentes graus de dificuldade, da “rota da Caniça” até à grande “rota das aldeias históricas” ou um simples passeio até à praia fluvial da Lapa dos Dinheiros, a 25 minutos a pé. Pegando no carro, estamos a meia hora da estância de ski da Serra da Estrela.
A chuva que passou a cair, impiedosa, trocou-nos as voltas aos planos, mas não nos importámos nada. As Casas da Lapa são um hotel tipicamente de montanha e o espaço interior é todo ele concebido para literalmente ‘preguiçar’ e descontrair.
Há uma ampla sala de cinema, uma sala de jogos de tabuleiro e de estar para amenas cavaqueiras junto à lareira, zona de leitura/trabalho, com uma particularidade muito peculiar – da antiga ‘buraca’, espaço escavado na rocha destinado a armazenamento existente na casa original, o arquiteto Jorge Teixeira Dias transformou numa espécie de santuário de introspeção integrado na biblioteca – e, a cereja no topo do bolo, uma área de Spa onde se realizam as aulas de ioga e onde encontramos a piscina interior, banho turco e sauna e uma sala de massagens, com múltiplas escolhas, desde a shiatsu, ayurvedica, com cacau, flores, canela, entre muitas outras. Enfim, tudo feito à medida para eliminar as contraturas acumuladas com o stress.

“O perfil-padrão dos nossos hóspedes é urbano e sofisticado, pessoas que trabalham imenso e querem muito descansar e estar em contacto com a natureza”, descreve ao PressTUR Maria Manuel Silva, proprietária do hotel, adiantando que os portugueses representam metade da faturação da unidade hoteleira. Na outra metade, entre os estrangeiros, o top 3 é ocupado pelos espanhóis, alemães e franceses.
O projeto original, que partiu da transformação de uma típica casa rural datada de 1832, tinha apenas seis quartos. Mas o sucesso da marca levou à expansão do espaço e atualmente os 15 quartos existentes distribuem-se por cinco edifícios, todos devidamente interligados num todo, num investimento global que ronda já um milhão de euros, financiados em exclusivo por capitais próprios e bancários.
A pedra e o branco marcam o registo visual do conjunto de edifícios, a melhor forma de se integrarem na paisagem. “Optámos por uma arquitetura de baixo impacto paisagístico e elevada qualidade, que respeita a estética da aldeia”, sublinha ainda Maria Manuel Silva.
Até recentemente orientado para o lazer, a administração das Casas da Lapa começa agora a entrar no segmento corporate permitindo a ocupação completa de todo o espaço e a realização de atividades personalizadas asseguradas pelo hotel como provas de vinhos, piqueniques com vista para a Serra da Estrela, fogueiras nas esplanadas, entre outras.
Um luxo cinco estrelas a preços contidos. Os preços dos quartos e suites das Casas da Lapa, cumprindo os critérios exigidos pela chave ‘Michelin’ de preços acessíveis, variam entre os 180 e os 250 euros.
O PressTUR viajou a convite das Casas da Lapa
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