O Turismo de Portugal está a participar na International Hospitality Investment Forum 2026 com o intuito de “captar investimento internacional orientado para projectos que valorizem todo o território, promovam um desenvolvimento equilibrado e alinhado com os desafios actuais do sector”.
O presidente do Turismo de Portugal, Carlos Abade, classificou o país como um “ecossistema de investimento seguro, inovador e profundamente comprometido com a sustentabilidade”, referindo que esta partcipação é uma “oportunidade estratégica para captar investimento internacional orientado para projectos que valorizem todo o território, promovam um desenvolvimento equilibrao e alinhado com os desafios actuais do sector”.
O comunicado da entidade indica que “num contexto em que o sector procura atrair segmentos e mercados de maior valor acrescentado”, o Turismo de Portugal apresenta o país com “um foco claro na qualificação da oferta, na diversificação geográfica e na redução da sazonalidade”.
Entre as iniciativas de diversificação territorial e valorização da oferta de regiões de menor densidade populacional, o comunicado destaca o programa “Crescer com o Turismo, com 30 milhões de euros para “apoiar projectos em territórios de elevado potencial e reduzir a sazonalidade” e o programa REVIVE, que “promove a recuperação do património histórico para fins turísticos, dinamizando as economias locais”.
No entanto, o Turismo de Portugal refere que o país tem “infraestruturas modernas, estabilidade política e social e um pipeline de desenvolvimento hoteleiro”.
Estas afirmações são imprudentes devido às conhecidas lacunas nos pontos de entrada do país, nomeadamente o Aeroporto de Lisboa, e na situação governamental que os portugueses enfrentam desde que o primeiro-ministro foi reeleito no seguimento do escândalo da Spinumviva.
Após ser surpreendentemente reeleito depois do caso da empresa que o primeiro-ministro ‘vendeu’ à actual esposa, o Governo apresentou um pacote laboral que representa um retrocesso em relação aos direitos dos trabalhadores. Esta situação acresce à crise de mão-de-obra no sector do turismo, em Portugal, que levou o Turismo de Portugal, a AIMA e a CTP a criar um programa de formação e integração de migrantes para a temporada de 2025, e que já tem uma nova edição para a temporada de 2026.
Turismo de Portugal, AIMA e CTP iniciam programa de formação e integração de migrantes
Também é possível mencionar a crise habitacional que os portugueses vivem na actualidade e o aumento do preço do cabaz alimentar para o valor mais elevado desde Janeiro de 2022, o que contrasta insultuosamente com os lucros dos grupos empresariais proprietários de cadeias de supermercados, como é o caso da Jerónimo Martins e do Grupo Sonae, que em 2025 aumentaram lucros respectivamente para 646 milhões de euros (+7,9% que em 2024) e 247 milhões (+11%).
Saiba mais sobre estes assuntos nos jornais generalistas JN, Expresso e Público.





