O operador turístico Solférias terá quase 7.000 clientes a viajar esta Páscoa, o que, mesmo com os cancelamentos devido à guerra no Médio Oriente, significa um crescimento de 7% em relação a 2025, revelou a Chief Operating Officer, Sónia Regateiro, ao PressTUR.
A guerra iniciada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão, e consequente resposta, provocou cancelamentos e adiamentos de viagens para destinos como Dubai, Ras Al-Khaimah, Abu Dhabi, Qatar e alguns destinos na Ásia com voos que incluíam escala nestes países.
“Tivemos passageiros que iam para a Tailândia ou para as Maldivas, que aceitaram alternativas com outras companhias aéreas como a Turkish Airlines ou a Ethiopian Airlines, mas tivemos outros que não aceitaram porque os preços já estavam exorbitantes”, indicou Sónia Regateiro.
“Ao haver o risco de voar com estas companhias [com escala em cidades afectadas pela guerra], as outras companhias aéreas, dado a procura, aumentaram muito as tarifas”, esclareceu a executiva.
Ainda assim, o operador turístico prevê um crescimento de 7% no número de clientes esta Páscoa, superando os 6.900 viajantes nas duas semanas de férias escolares.
“Tivemos muito desvio de vendas de passageiros que iam para aquela zona [afectada pela guerra e mudaram] para outros destinos, como o Brasil, Cabo Verde e Senegal”, indicou Sónia Regateiro.
Cabo Verde lidera a procura na programação da Solférias para esta Páscoa, seguido pela Disneyland Paris, o Brasil, Senegal e Tunísia.
Esta Páscoa, além dos voos regulares, o operador turístico dispõe de lugares em voos charter para Cabo Verde e Djerba, e lugares em garantia com a TAP para o Senegal.
A facturação do operador esta Páscoa será superior à do ano passado, mas “o primeiro semestre está todo impactado” pela guerra no Médio Oriente, indicou Sónia Regateiro. “Tínhamos projecções muito acima do que temos actualmente”.
Mais do que na Páscoa, o impacto poderá começar a sentir-se a partir de Abril, prevê a Chief Operating Officer do maior operador turístico português. A alternativa, para quem procura viajar para destinos na Ásia, por exemplo, é viajar com companhias aéreas que voam de Portugal com escalas em cidades não afectadas pela guerra, como a KLM, a Lufthansa, a Ethiopian ou a Turkish Airlines.
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