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easyJet e Rolls Royce concluem testes com o verdadeiro ‘game-changer’: hidrogénio

A easyJet e a Rolls Royce anunciaram a conclusão de testes com um motor aeronáutico que funciona a 100% com hidrogénio.

O motor Pearl 15 modificado funcionou com sucesso quando alimentado a hidrogénio, na potência máxima de descolagem, no Centro Espacial John C. Stennis da NASA, em Hancock, no Mississippi, perto da fronteira com a Louisiana, nos Estados Unidos.

Esta iniciativa, pioneira na indústria e considerada um game-changer devido aos resultados da combustão do hidrogénio, é o resultado de uma colaboração de quatro anos, entre a easyJet, a Rolls Royce e outros parceiros globais.

A companhia aérea foi em grande parte responsável pelo desenvolvimento da tecnologia de turbinas a gás utilizando hidrogénio, “numa iniciativa integrada nas suas ambições de descarbonização a longo prazo”.

Durante estes testes ficou demonstrado que um motor a jacto moderno, que pode ser adaptado a um avião narrowbody, pode operar de forma segura com hidrogénio gasoso num ciclo de voo totalmente simulado, incluindo arranque, descolagem, cruzeiro e aterragem.

A Rolls Royce, por sua vez, começou por fazer os testes iniciais ao motor, no Reino Unido, e adaptou progressivamente a tecnologia através de um programa de testes, incluindo “o desenvolvimento de uma instalação de testes de hidrogénio em escala real na Health and Safety Executive (HSE) no Reino Unido”.

Depois integrou o sistema num motor demonstrador alimentado a hidrogénio. As modificações feitas a este motor tiveram em conta a sua adaptação para a possível substituição de combustível tradicional por hidrogénio, tendo em conta o impacto de carbono e outros gases.

O programa deu informações sobre a combustão de hidrogénio, dos sistemas de combustível e da integração dos motores, que sustentam o potencial de aeronaves movidas a hidrogénio na redução drástica das emissões de carbono para atmosfera.

No comunicado, a easyJet indica que o uso de hidrogénio complementa o combustível de aviação sustentável, com base no estudo “Enabling Hydrogen in the European Aviation Market“, que sugere a introdução de hidrogénio com SAF para acelerar o processo de descarbonização.

No que diz respeito a combustíveis, o SAF (Sustainable Aviation Fuel, combustível de aviação sustentável), apesar de ser considerado sustentável por não ter proveniência directa do crude, mas sim de outros sub-produtos como óleo de cozinhar, gordura animal e resíduos de agricultura, quando em combustão produz carbono, cujas emissões seguem para a atmosfera como a do combustível de aviação tradicional. Em traços gerais, a diferença é que a combustão de querosene tradicional (proveniente do crude) produz novo carbono para a atmosfera, ao passo que o carbono que é produzido pela combustão de SAF é considerado reciclado, porque já estava presente na atmosfera na sua utilização referida acima (óleos, resíduos, etc).

A combustão do hidrogénio produz vapor de água.

Na prática, utilizado num motor, as emissões da combustão de hidrogénio produzem quantidades mínimas de óxidos nítricos, devido às temperaturas elevadas do processo, e também resíduos de carbono devido ao óleo presente nos motores que também acaba por participar na combustão.

Veja também: easyJet anuncia Ilha do Sal-Amesterdão

Saiba mais no site da easyJet, aqui.

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