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ECTAA quer legislação para impedir companhias aéreas de usar dados partilhados de clientes para marketing

A ECTAA, que junta associações europeias de agências de viagens e operadores turísticos, incluindo a portuguesa APAVT, solicitou à União Europeia nova legislação para impedir que a partilha dos dados de contacto dos passageiros para comunicação de perturbações operacionais seja utilizada pelas companhias aéreas para marketing.

Num manifesto publicado hoje, a ECTAA faz vários apelos às instituições europeias, que se preparam para um novo mandato.

No documento, a organização recorda que a Comissão Europeia adoptou um novo pacote de propostas para rever a legislação em matéria de direitos dos passageiros (transporte aéreo, ferroviário, marítimo e de autocarro) e para introduzir novos direitos para viagens multimodais.

Nesta área, a ECTAA defende que os legisladores da UE “devem garantir que as regras de reembolso de bilhetes através de intermediários sejam viáveis ​​e que qualquer partilha de dados de contacto dos passageiros para comunicação de perturbações operacionais não seja utilizada indevidamente pelas companhias aéreas para fins de marketing”.

No contexto dos direitos multimodais dos passageiros, a organização defende que “os intermediários de viagens devem informar os clientes sobre o contrato e os direitos aplicáveis ​​ao(s) bilhete(s) que adquiriram, mas não devem ser responsabilizados por perturbações operacionais, tais como cancelamentos ou perda de ligações, quando oferecem viagens diferentes”.

Transparência na escolha

A ECTAA defende que os intermediários de viagens criam transparência “ao oferecer diversas opções de viagem para além do que as empresas de transporte individuais disponibilizam nos seus websites”, incluindo opções multimodais.

Para apresentar toda a gama de opções de viagem aos seus clientes, a organização defende que “os intermediários necessitam de aceder ao conteúdo mais amplo possível (tarifas, horários, serviços auxiliares) em condições justas, razoáveis ​​e não discriminatórias”.

Desta forma, a ECTAA considera “crucial” a criação de “uma proposta ambiciosa de Serviços Digitais de Mobilidade Multimodal (MDMS)” para “promover viagens multimodais e aumentar a aceitação de opções de viagens mais sustentáveis”.

Citado num comunicado, o presidente da ECTAA, Frank Oostdam, sublinha que existem na Europa mais de 80 mil agências de viagens que “evoluíram de simples intermediários para guias especializados dentro de um complexo sistema”.

“Ao olharmos para o futuro, estes consultores desempenharão um papel cada vez mais crítico, respondendo à crescente procura de alternativas personalizadas e sustentáveis ​​às ofertas turísticas convencionais”, acrescentou Frank Oostdam.

Ver também:

Nova Directiva das Viagens Organizadas deve proteger consumidores sem impor encargos desnecessários – ECTAA

Agências de viagens europeias pedem revisão do regime especial de IVA

Agências de viagens e operadores europeus querem apoio para investir em práticas sustentáveis

Para aceder ao site da ECTAA clique aqui.

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