- Publicidade -
- Publicidade -

Vila Galé investe mais de 4 milhões de euros em aumentos salariais

A “principal aposta” da Vila Galé este ano será nos recursos humanos, com um investimento superior a 4 milhões de euros num aumento salarial médio de 11%, que permitirá fixar o salário mínimo em 900 euros, afirmou o administrador do grupo, Gonçalo Rebelo de Almeida.

Os aumentos salariais serão superiores nas remunerações mais baixas e inferiores nas mais elevadas, mantendo-se a oferta de seguro de saúde e descontos nos serviços da empresa, indicou o executivo num almoço com jornalistas, esta semana, em Lisboa.

Além dos aumentos, a Vila Galé também investiu numa nova plataforma de formação online para juntar aos planos de formação presencial dos trabalhadores.

A Vila Galé tem 1.350 trabalhadores em Portugal e prevê contratar mais 170 para os quatro novos hotéis que irá abrir este ano, a que se juntam mais cerca de 400 a 500 trabalhadores sazonais.

Medidas reforçam atractividade da empresa

Numa altura em que a escassez de mão-de-obra é um dos principais desafios do sector, “é óbvio” que a melhoria das condições para os trabalhadores está relacionada com “reforçar a nossa competitividade enquanto entidade empregadora”, reconheceu Gonçalo Rebelo de Almeida.

O administrador do grupo prevê que, “do ponto de vista macro do país, o problema da escassez de mão-de-obra só vai piorar”, porque existe “um défice muito grande de população” e “todos os anos estão a sair mais pessoas para a reforma do que aquelas que estão a entrar para o mercado de trabalho”.

Para Gonçalo Rebelo de Almeida, a solução é a imigração, mas há muito trabalho por fazer. A agilização de vistos de trabalho para estrangeiros foi “o primeiro passo”, mas “há outros temas a desenvolver, envolvendo as autarquias, criando pólos de habitação e redes de transportes”.

Portugal não é o primeiro país a enfrentar este problema, lembra o executivo. “Aconteceu em França, Inglaterra, nos Países Nórdicos, Suíça, Luxemburgo, todos eles têm muito mais peso de comunidades imigrantes e nós vamos ter que ter. Não podemos correr o risco de perder população”.

E acrescentou: “se Portugal não for buscar um milhão de pessoas ao estrangeiro daqui a 20 anos está com um problema gravíssimo”.

Apoios sociais para habitação e educação

Além dos aumentos salariais, a Vila Galé está “a estudar” a criação de “um mecanismo de apoios sociais aos mais carenciados”, que serão “complementares aos apoios públicos, que achamos insuficientes, acrescentou Gonçalo Rebelo de Almeida.

Estes apoios serão “na área da habitação, da educação e depois eventualmente até na prática do desporto e da cultura”, disse o administrador, indicando que “serão analisados em função do rendimento das famílias e será por um mecanismo de candidatura”.

O presidente e fundador da Vila Galé, Jorge Rebelo de Almeida, já tinha anunciado em meados de Novembro que iria avançar com “incentivos para a habitação”, um problema “que devia ser o Estado a resolver e não resolve” (clique para ler: Vila Galé vai avançar com “incentivos” à habitação).

Ver também:

Mais de 40% das reservas para hotéis Vila Galé em Portugal foram vendas directas

Vila Galé supera receitas pré-pandemia no Brasil quase só com turismo interno

Vila Galé vê “margem para crescer” nos Estados Unidos, Brasil e Alemanha

- Publicidade-
- Publicidade -