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Mais de 40% das reservas para hotéis Vila Galé em Portugal foram vendas directas

O administrador da Vila Galé, Gonçalo Rebelo de Almeida, revelou que, no ano passado, 42% das reservas para os hotéis do grupo em Portugal foram realizadas nos canais próprios da empresa, um fenómeno que relaciona com o aumento de clientes portugueses.

O mercado português “conhece e tem ligação à marca” e, por isso, “a tendência é reservar pelos canais directos” da Vila Galé, quer seja email, website ou call center, disse o administrador num almoço com jornalistas em Lisboa.

O aumento das vendas directas está desta forma relacionado com crescimento do mercado português na operação da Vila Galé em Portugal. Os portugueses foram “de longe” o principal mercado, com 44% das dormidas e 53% dos hóspedes.

“É um recorde absoluto de portugueses”, sublinhou o presidente e fundador do grupo, Jorge Rebelo de Almeida, também presente no almoço.

O segundo maior mercado para a Vila Galé em Portugal manteve-se o Reino Unido, com 14% das dormidas, seguindo-se a Alemanha, com 7%, Espanha (5%), França (4%), Brasil (3%) e Estados Unidos (2%).

Em 2022, os 27 hotéis da Vila Galé em Portugal somaram 973 mil quartos ocupados, 1,95 milhões de dormidas e 670 mil clientes.

O volume de negócios do grupo em Portugal ascendeu a 135 milhões de euros em 2022, mais 18% que em 2019, pré-pandemia. Excluindo os quatro hotéis que abriram durante a pandemia, o aumento foi de 12%.

Após um primeiro trimestre “fraco”, estes resultados foram “uma agradável surpresa”, afirmou Gonçalo Rebelo de Almeida.

Entre os principais mercados, só ainda não recuperaram os níveis pré-pandemia o Brasil, que ainda ficou cerca de 10% abaixo de 2019, e a Alemanha, que tradicionalmente abranda quando há sinais de instabilidade.

Os Estados Unidos foram uma “agradável surpresa e talvez a maior”, com um crescimento assinalável sobretudo nas principais cidades, “como Lisboa, Porto, Coimbra, Évora e Douro”, indicou o administrador da Vila Galé.

“Não foram precisos nem seis meses para provar que tudo voltou ao que era antes” da pandemia, resumiu Gonçalo Rebelo de Almeida.

Subida dos preços

A nível de preço, “Portugal manteve o nível de competitividade que tinha”, apesar da “tendência generalizada de algum aumento de preços”, indicou o administrador.

“Em média, que tem muitas nuances consoante os hotéis e canais de distribuição, o preço médio aumentou 14%” na Vila Galé, disse Gonçalo Rebelo de Almeida.

As margens, por sua vez, “mantiveram-se mais ou menos as mesmas, porque nós tínhamos feito um trabalho grande de ajustamento do ponto de vista dos custos, optimização das operações via digitalização, redução de plásticos e papel e outras reorganizações internas”.

O administrador indicou que os preços dos serviços de alimentos e bebidas tiveram subidas consecutivas ao longo do ano. “A nível alimentar, os mesmos artigos comprados em Dezembro de 2022 tiveram um aumento médio de preço de 22% face ao ano anterior”.

A nível de energia a Vila Galé tinha “um acordo estável” com o fornecedor, pelo que “a electricidade não teve o agravamento” do mercado, mas “o gás quase que dobrou o preço” e a água teve cerca de 8% de aumento.

Ver também:

Vila Galé supera receitas pré-pandemia no Brasil quase só com turismo interno

Vila Galé vê “margem para crescer” nos Estados Unidos, Brasil e Alemanha

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