O Turismo de Marrocos assegurou em comunicado que a actividade turística prossegue normalmente em todo o país, uma vez que a maior parte dos danos causados pelo sismo de sexta-feira, dia 8, ocorreram nas aldeias da região de Ighil.
“Em todo o país estão abertos locais públicos, restaurantes, lojas, espaços culturais, museus…. Em resumo, a actividade turística continua inabalável em todas as regiões do Reino”, sublinha a autoridade turística marroquina.
Em Marraquexe, “a situação está agora sob controlo e está a regressar ao normal”, garante o Turismo de Marrocos. As autoridades identificaram “os poucos edifícios que foram danificados na medina” e garantiram a sua segurança.
Sobre os hotéis, o comunicado salienta que foram “todos construídos de acordo com padrões de construção à prova de terremotos” e “não foram afectados”.
Também os aeroportos marroquinos “estão todos a operar normalmente”, garante o Turismo de Marrocos. “A grande maioria dos voos de e para Marrocos foram mantidos e a maioria das companhias aéreas relaxaram as condições de adiamento ou alteração de bilhetes”.
O comunicado sublinha que “os profissionais do turismo marroquinos agradecem aos seus parceiros, que no seu conjunto mantiveram a actividade no destino e se adaptaram às necessidades dos seus clientes que desejam adiar a sua viagem”.
O Turismo de Marrocos apresentou também “as suas profundas condolências a todas as famílias das vítimas” e elogiou “a notável mobilização e espírito de solidariedade do povo de Marrocos na prestação de resgate e assistência às vítimas”.
O sismo, que teve o seu epicentro a cerca de 70 quilómetros a Sudoeste de Marraquexe, alcançou uma magnitude de 6,8 na escala de Richter, o mais forte dos últimos 120 anos no país.
O terramoto provocou cerca de 2.900 mortos e foi o mais mortal registado em Marrocos nos últimos 60 anos, depois do terramoto de magnitude 5,8 em Agadir em 1960, que matou mais de 12 mil pessoas.
Portugal desaconselha viagens para províncias mais afectadas
O Governo português desaconselha todas as deslocações para as províncias de Al Haouz, Taroudant, Chichaoua e Ouarzazate, em Marrocos, na sequência do sismo.
“Desaconselham-se todas as deslocações para as zonas mais diretamente afetadas, situadas nas montanhas do Atlas (províncias de Al Haouz, Taroudant, Chichaoua e Ouarzazate)”, avisa o Ministério dos Negócios Estrangeiros através do Portal das Comunidades Portuguesas.





