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Câmara de deputados brasileira discute entrada do Brasil na estrutura accionista da TAP

Uma comissão da Câmara dos Deputados brasileira discutiu a possibilidade do Brasil entrar na estrutura accionista da TAP, numa audiência que contou com o ministro brasileiro do Turismo, que há uma semana esteve reunido com o CEO da TAP em Lisboa.

Washington Quaquá, deputado do Partido dos Trabalhadores (PT), que solicitou o debate, defendeu que o Brasil devia “adquirir um pedaço [da TAP], através dos recursos nacionais”, juntamente com parceiros europeus ou portugueses, segundo uma notícia da agência Lusa citada na imprensa portuguesa.

Com esta proposta, o deputado sublinha que pretende “construir com o Estado português uma solução accionista de controlo da TAP que atinja” os interesses brasileiros.

Ver também: CEO da TAP reúne-se com ministro do Turismo do Brasil

O website da Câmara dos Deputados do Brasil indica que o objectivo do negócio seria criar um hub internacional no aeroporto Galeão, no Rio de Janeiro, e no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, “para voos ligando o Brasil a Portugal, Europa, África e América Latina”.

“Acho que temos todas as condições de sensibilizar o Presidente Lula sobre essa questão”, acrescentou o deputado, que é vice-líder do Bloco Federação Brasil da Esperança, uma organização de partidos que apoia o actual Governo.

O ministro do Turismo do Brasil, Celso Sabino, por sua vez, afirmou que vê como favorável a iniciativa “de esta comissão discutir uma possibilidade de maior interligação do Governo brasileiro com a TAP”.

E justificou: “sobretudo porque todos nós somos testemunhas do que a TAP significou para Portugal nessa alavancagem do número de turistas que este ano deve chegar perto de 28 milhões de turistas estrangeiros”.

Ver também: TAP ultrapassou em Julho o milhão de passageiros em voos de/para o Brasil

O ministro brasileiro, que esteve com o CEO da TAP em Lisboa no dia 8, (clique para ler: CEO da TAP reúne-se com ministro do Turismo do Brasil) recordou que a companhia aérea atravessa um período de reestruturação financeira, mas que “apesar das dificuldades” viu “uma empresa muito organizada, muito eficiente e que contribuiu muito” para elevar o número de turismo em Portugal.

Presente na comissão, o representante da TAP no Brasil e América do Sul, João Roberto Leitão de Albuquerque Melo, afirmou que “o Governo português não se opõe a um debate”, numa fase em que a transportadora aérea está em “processo de análise de privatização”.

Contudo, o representante da TAP frisou que é preciso que o debate “seja bilateral, feito entre o Governo de Portugal e o Governo brasileiro, ou eventuais empresas em que o Governo brasileiro tenha participação, ou no modelo que o Governo brasileiro desenhar”.

É o Governo português que “tem a legitimidade de tratar com o Governo brasileiro esses aspectos”, acrescentou o representante da TAP, recordando as normas europeias que indicam que mais de 50% do capital de uma empresa de aviação da União Europeia terá que estar nas mãos de um Estado-membro ou de um nacional de um Estado-membro.

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