A TAP transportou mais passageiros no primeiro semestre, mas a receita que obteve por passageiro por cada quilómetro voado baixou em relação ao período homólogo do ano passado.
Nos primeiros seis meses de 2026, a TAP facturou 1.829,2 milhões de euros com a venda de passagens, um aumento de 4,4% ou 77,6 milhões de euros em relação ao período homólogo de 2025.
Neste período, em 57,5 mil voos (+0,3% que um ano antes), a companhia aérea transportou 8,198 milhões de passageiros, mais 4,2% ou 333 mil passageiros em relação ao primeiro semestre de 2025.
O tráfego medido em RPK, que é a medida mais utilizada na aviação, e que corresponde ao número de passageiros multiplicado pelo número de quilómetros voados, subiu 5,9% em relação ao ano anterior.
Desta forma, o preço médio pago pelos passageiros por quilómetro voado (yield), que a TAP não divulga, baixou cerca de 0,12 cêntimos de euro ou 1,5% em relação a 2025, de acordo com os cálculos do PressTUR.
A capacidade colocada no mercado pela TAP, medida em ASK (número de lugares multiplicado pelos quilómetros voados), aumentou 1,7% no primeiro semestre.
Com um aumento de capacidade (+1,7) inferior ao aumento do tráfego (+5,9%), a ocupação dos voos da TAP subiu 4,1%, para 85,4%.
Desta forma, a receita de passageiros por lugar disponível por quilómetro voado (PRASK) aumentou 2,7% ou 0,18 cêntimos de euro, para 6,83 euros no primeiro semestre.
No entanto, o custo por lugar disponível por quilómetro voado (CASK) aumentou ainda mais, em 7,7% ou 0,57 cêntimos, para 7,92 euros.
Ver também: Subida dos custos com combustível agrava prejuízos da TAP no 1º semestre
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