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Subida dos custos com combustível agrava prejuízos da TAP no 1º semestre

A TAP teve um agravamento dos prejuízos na primeira metade do ano, tradicionalmente o semestre mais fraco no Hemisfério Norte, provocado sobretudo pela subida dos custos com combustível.

A companhia aérea teve um prejuízo de 99,2 milhões de euros, o que significa um agravamento de 41,9% ou 29,3 milhões de euros em relação ao primeiro semestre de 2025.

Os resultados decorrem do desempenho do segundo trimestre, quando a TAP passou do lucro ao prejuízo. No segundo trimestre de 2025, a companhia teve um lucro de 38,3 milhões de euros, e este ano teve um prejuízo de 59,3 milhões de euros.

O calendário da Páscoa teve um impacto desfavorável na comparação com o ano passado, uma vez que, este ano, as férias escolares ainda abrangeram o último fim-de-semana de Março. No ano passado foram apenas em Abril.

As receitas da companhia estagnaram no segundo trimestre (-0,6%), destacando-se uma quebra de 25,2% nas receitas de manutenção, por “menor atividade da oficina de motores, na sequência do cancelamento não esperado de um programa de manutenção por parte de um cliente, por motivos alheios à TAP”, de acordo com a transportadora.

Os gastos operacionais, por sua vez, aumentaram 17,1%, principalmente devido à subida dos custos com combustível, que dispararam 52,3%. Ainda assim, a TAP indica que o impacto do “aumento significativo do preço de mercado do jet fuel” foi “parcialmente mitigado através da estratégia de hedging em vigor, de iniciativas comerciais, da optimização da rede e de medidas contínuas de disciplina de custos”.

Citado no comunicado, o CEO da TAP, Luís Rodrigues, afirmou que o impacto do “aumento muito significativo dos preços de combustível” no segundo trimestre “fez-se sentir de imediato nos custos, enquanto as medidas de mitigação ao nível da receita tendem a materializar-se de forma mais gradual, uma vez que grande parte da receita do segundo trimestre já estava vendida aquando do aumento dos preços”.

Combustível ‘fez’ mais de metade do aumento dos custos

No primeiro semestre, os gastos operacionais da TAP alcançaram os 2.135,4 milhões de euros, o que significa um aumento de 8,7% ou 171,1 milhões de euros em relação à primeira metade de 2025.

Mais de metade do aumento dos gastos operacionais da companhia aérea no primeiro semestre resultou do aumento dos gastos com combustível para aeronaves, que subiu 18,7% ou 89,4 milhões de euros em relação à primeira metade do ano passado, para 566,4 milhões de euros.

A segunda maior ‘fatia’ dos gastos operacionais da companhia aérea foram os custos com pessoal, que aumentaram 7,5% ou 36,3 milhões de euros, para 519,3 milhões de euros, o que a TAP associa “ao aumento do número de colaboradores e à aplicação dos acordos colectivos de trabalho”.

Os rendimentos operacionais totalizaram 2.039,8 milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 4,3% ou 84,6 milhões de euros em relação ao primeiro semestre do ano passado.

Destacou-se a subida das receitas com a venda de passagens, em 4,4% ou 77,6 milhões de euros, para 1.751,6 milhões. Os “outros rendimentos” subiram 43,9% ou 8 milhões de euros, enquanto as receitas de manutenção baixaram 1% ou 1 milhão de euros e as receitas com carga e correio estagnaram (-0,1%).

O EBITDA (resultados antes de juros, impostos, amortizações e provisões) caiu 27%, para 170 milhões de euros, e o prejuízo operacional (EBIT, resultado antes de juros e impostos) agravou-se mais de 200%, para -95,6 milhões de euros.

Ver também: TAP transportou mais passageiros mas facturou menos por quilómetro voado no 1º semestre

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