Com um aumento de 14,6%, a região do Alentejo foi onde a receita média por quarto disponível (RevPAR) nos estabelecimentos de alojamento turístico cresceu mais em Portugal no mês de Julho.
Em valor absoluto, a RevPAR no Alentejo subiu 11,8 euros em relação a Julho do ano passado. Isto significa que os estabelecimentos de alojamento turístico desta região facturaram, em média, 92,5 euros por cada quarto disponível em Julho.
Os dados divulgados hoje pelo INE, que incluem hotelaria, alojamento local com 10 ou mais camas e turismo no espaço rural/de habitação, mostram que o valor registado no Alentejo fica aquém da média nacional, que foi de 104,3 euros (+1,8% ou mais 1,8 euros que um ano antes).
Os estabelecimentos do Alentejo somaram 467 mil dormidas em Julho, um aumento de 7,7% ou 33,5 mil em relação ao ano passado. A estada média subiu de 2,29 noites para 2,38 noites, e a ocupação subiu 1 ponto percentual, para 54,8%.
Os dados do INE também revelam que o Alentejo foi a região onde os preços do alojamento turístico mais subiram em Julho. O preço por quarto ocupado (ADR) subiu 18,7 euros ou 12,5%, para 168,8 euros.
Desta forma, os proveitos totais do alojamento turístico do Alentejo aumentaram 19,8% ou 8,3 milhões de euros em relação a Julho do ano passado, para 49,9 milhões de euros.
Algarve lidera
A segunda região com maiores aumentos de RevPAR e ADR foi o Algarve, que é líder nos dois indicadores.
Os estabelecimentos algarvios facturaram, em média, 151,4 euros por quarto disponível em Julho, mais 5,5% ou mais 7,9 euros que um ano antes. Já o preço médio por quarto ocupado alcançou os 203,2 euros, mais 5,8% ou mais 11,1 euros que em Julho de 2025.
O alojamento turístico do Algarve somou 2,956 milhões de dormidas em Julho, mais 2,2% ou mais 64,7 mil que no ano passado. A estada média subiu de 4,24 noites para 4,31 noites, enquanto a ocupação baixou 0,2 pontos percentuais, para 74,5%.
Os proveitos totais dos estabelecimentos do Algarve aumentaram 6,9% ou 21 milhões de euros em relação ao ano passado, alcançando os 323,5 milhões de euros.
Grande Lisboa em baixa
A Grande Lisboa foi a única região do país onde a receita média por quarto disponível (RevPAR) baixou em relação ao ano passado (-7,3% ou menos 9,1 euros), para 114,5 euros. O preço por quarto ocupado (ADR) baixou 2% ou 3,1 euros, para 154,6 euros.
O alojamento turístico da Grande Lisboa somou 1,944 milhões de dormidas em Julho, mais 0,4% ou mais 8,6 mil que um ano antes. A estada média teve uma ligeira subida de 2,33 para 2,34 noites, mas a ocupação baixou 4,3 pontos percentuais, para 74,1%.
Desta forma, os proveitos totais do alojamento turístico da Grande Lisboa baixaram 2% ou 3,960 milhões de euros, para 196,3 milhões em Julho.
Desempenho nacional
No total, os estabelecimentos de alojamento turístico em Portugal somaram 9,607 milhões de dormidas em Julho, mais 2,1% ou mais 194,5 mil que em Julho de 2025.
Os proveitos totais do alojamento turístico português subiram 4,9%, para 923,7 milhões de euros.
A receita média por quarto disponível (RevPAR) aumentou 1,8%, para 104,3 euros, e o preço médio por quarto ocupado (ADR) subiu 3,2%, para 154,9 euros.
A ocupação baixou 0,9 pontos percentuais, para 67,3%, apesar de uma ligeira subida da estada média de 2,80 para 2,83 noites.
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