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Sismo em Marrocos foi o mais forte dos últimos 120 anos

Mais de 2.681 pessoas morreram no sismo que abalou Marrocos na sexta-feira, dia 8, o mais forte dos últimos 120 anos no país.

O sismo, que teve o seu epicentro próximo de Ighil, 63 quilómetros a Sudoeste de Marraquexe, alcançou uma magnitude de 6,8 na escala de Richter.

O último balanço oficial, divulgado esta segunda-feira, dia 11, dava conta de mais de 2.500 feridos, muitos deles em estado grave, e mais de 2.681 mortos.

Foi o sismo mais mortal registado em Marrocos nos últimos 60 anos, depois do terramoto de magnitude 5,8 em Agadir em 1960, que matou mais de 12 mil pessoas.

Esta segunda-feira, as equipas de resgate enfrentam uma corrida contra o tempo para resgatar sobreviventes dos escombros em aldeias devastadas nas montanhas do Atlas, relata a emissora “France 24”.

Marrocos já aceitou ofertas de ajuda de Espanha, Grã-Bretanha, Qatar e Emirados Árabes Unidos.

Nota de actualização: esta notícia foi actualizada às 17h de segunda-feira, dia 11, com novo balanço de vítimas

TAP reforça operações

Este fim-de-semana, a Força Aérea Portuguesa retirou 102 portugueses de Marrocos, num voo de Marraquexe para o aeroporto de Figo Maduro, em Lisboa.

A TAP reforçou a sua operação no Domingo e voltará a fazê-lo esta segunda-feira, utilizando aeronaves com mais capacidade em dois voos para Marraquexe e em dois voos para Casablanca.

O “Eco” noticiou que a TAP utilizará aviões Airbus A321, com capacidade para 221 passageiros, em vez de Embraer 190 ou 195, que têm 106 e 118 lugares, respectivamente.

“Total normalidade” em Saïdia e Agadir

No Sábado, o presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), Pedro Costa Ferreira, disse à “RTP” que Marraquexe, no Verão, “não é o centro da atracção dos turistas portugueses”, por ser um destino de city break, e, por isso, “mais importante a partir de Outubro”.

Nesta altura, a maioria dos portugueses que estão em Marrocos encontra-se em Saïdia, na costa mediterrânica no Norte do país, e em Agadir, na costa atlântica, no Sul, onde as informações apontam para “total normalidade”, segundo Pedro Costa Ferreira.

O presidente da APAVT indicou que até à data das declarações à “RTP”, no Sábado, dia 9, ainda não existiam pedidos de ajuda ou incidentes mais graves conhecidos de clientes de agências de viagens.

Os turistas que estavam em Marraquexe “com certeza que apanharam um enorme susto”, mas as áreas mais afectadas pelo sismo foram as aldeias nas montanhas, devido à estrutura das habitações nesses locais, indicou ainda Pedro Costa Ferreira.

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