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Ryanair regozija com decisão europeia sobre a Lufthansa

A Ryanair divulgou mais um comunicado a regozijar com uma decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia sobre a ajuda financeira do Governo da Alemanha à Lufthansa, durante a pandemia, que a companhia até devolveu antes do tempo e permitiu que a Alemanha lucrasse com o negócio.

A decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia indica que a ajuda estatal recebida pela Lufthansa por parte do Governo alemão durante a pandemia infringiu as regras e foi ilegal.

De acordo com o Jornal de Negócios, a Lufthansa em 2021 pagou antecipadamente a última tranche da ajuda estatal recebida pela Alemanha, garantindo que “todos os empréstimos estatais e participações silenciosas, incluindo taxas de juro, já foram reembolsados”.

O valor da ajuda, segundo o jornal, foi de 9 mil milhões de euros, entre apoios e empréstimos, sendo que a companhia apenas utilizou 3,8 mil milhões.

Posteriormente o estado alemão vendeu a participação que tinha na companhia, como resultado da ajuda estatal, e conseguiu lucrar com a venda.

O comunicado da Ryanair, por sua vez, indica que 6 mil milhões de euros em ajudas foram considerados ilegais pelo tribunal e indica que a Lufthansa não pagou cerca de 200 milhões de euros em benefícios que recebeu do estado alemão, incluindo juros dos anos durante o qual o apoio esteve em vigor.

A Ryanair entende que “a Comissão Europeia devia ter forçado a Alemanha a recuperar esses 200 milhões de euros em benefícios em 2023, quando o Tribunal Geral decidiu inicialmente que a ajuda à Lufthansa tinha sido ilegal, mas”, acrescenta a companhia em tom de balcão de café, “como de costume, a Comissão e o Governo Alemão não o fizeram apesar dos requerimentos repetidos da Ryanair”.

Em relação a ajudas e incentivos estatais, um relatório da Transport & Environment de 2019 incidiu sobre os 214 aeroportos onde a Ryanair operava e confirmou que, pelo menos, 35 operações da Ryanair receberam subsídios governamentais, e mais 17 que são suspeitas de terem recebido por terem um baixo número de passageiros.

Somando as 35 operações que receberam apoios ou subsídios às 17 que são suspeitas de o ter feito, obtemos 52 aeroportos, sendo que 16 são em França e sete em Itália.

O relatório da Transport & Environment salienta que há valores significativos envolvidos em algumas destas operações, dando o exemplo da ligação entre Paris Vatry, um aeroporto que dois anos antes do relatório, em 2017, tinha operado 108.000 passageiros, e o Aeroporto Sá Carneiro no Porto, uma operação que recebeu 3 milhões de euros em subsídios públicos nesse ano de operação.

A Transport & Environment não especifica de onde saiu o dinheiro, se do público francês se do público português.

Veja também: Grupo Lufthansa regista lucro recorde

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