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Sindicatos falam de grande adesão à greve, Governo nega

A CGTP indicou que mais de 3 milhões de trabalhadores aderiram à greve geral desta quinta-feira, dia 11 de Dezembro, enquanto a UGT fala de uma adesão de 55% a 80%. O Governo rejeita assumir a oposição à sua proposta de alteração às leis laborais, tendo o primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmado que “o país está a trabalhar”.

O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, disse pelas 13h de hoje, 11 de Dezembro, que a adesão à greve ultrapassa os três milhões de trabalhadores e terá tendência para continuar a subir, enquanto que a UGT, através do seu líder Mário Mourão, indica que os resultados são acima das expectativas, com adesão próxima dos 90% em diferentes sectores.

Tiago Oliveira fez o balanço da greve depois do ministro da Presidência, António Leitão Amaro, ter afirmado que a adesão era “inexpressiva”. O secretário-geral da CGTP acusou o Governo de estar “completamente alheado do país, que não quer perceber a justeza desta luta e que tenta diminuir o impacto da greve geral”.

Leitão Amaro, no seu balanço sobre a greve geral, por volta das 12h, afirmou que “o nível de adesão é inexpressivo, em particular no sector privado e no sector social”, contrariando as informações avançadas pelos sindicatos, incluindo o dos pilotos (clique para ler: Adesão dos pilotos à greve geral “é massiva” – SPAC).

Esta tarde, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, em declarações captadas pela “RTP”, afirmou que a parte “largamente maioritária” do país “está a trabalhar” e há uma “parte minoritária” que “está a exercer o seu legítimo direito à greve”.

Mário Mourão, secretário-geral da UGT, antes das 12h, já tinha falado aos jornalistas, apontando a uma adesão até 80% em todo o país e de 90% em diferentes sectores. O líder não descarta uma nova greve enquanto se encontram em negociações, mas indica que não está prevista mais nenhuma por enquanto. Mourão convidou o Governo a começar de novo as negociações, visto que entende que até ao momento não verificou nenhuma vontade de negociar por parte do executivo.

A imprensa portuguesa constatou paralisações nos sectores dos transportes e dos serviços de saúde, bem como nas escolas. Nos aeroportos, a paralisação ronda os 90%.

De acordo com o “Expresso“, o ministro da Presidência, Leitão Amaro, indicou que “esta parece mais uma greve da função pública, parcial de alguns sectores da função pública”, desvalorizando a acção sindical contra o pacote laboral, que abrange todos os trabalhadores.

Para demonstrar a normalidade deste dia de greve, o ministro indicou que as transações com pagamentos de multibanco registaram uma quebra de apenas 7% e o trânsito nas pontes está a cair 5%, ignorando as paralisações em sectores como a saúde e a educação.

“É uma minoria que nós respeitamos e ouvimos”, disse o ministro, indicando que pretende manter o diálogo, mas com o objectivo de “conseguir fazer no país as mudanças, as leis e as exigências” que se colocam ao país.

Leitão Amaro indicou ainda que Portugal lidera o ranking global de economias deste ano na “Economist”, ignorando a crise na habitação, na saúde e o nível dos salários médios em Portugal, significativamente mais baixos que noutros países da União Europeia.

Desde 2013, quando o país estava sob resgate financeiro da troika, no governo de Passos Coelho, que a CGTP e a UGT não se uniam para uma greve geral.

Veja também: Greve geral em Portugal: trabalhadores contestam reforma laboral

Saiba mais nos sites da CGTP e da UGT.

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