O presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), Pedro Costa Ferreira, fez hoje um apelo aos políticos de Portugal para resolverem os problemas de um país que “se perdeu no populismo fácil” e “precisa de voltar a pensar”.
No encerramento do 50º Congresso da APAVT, em Macau, Pedro Costa Ferreira destacou vários problemas que deseja ver resolvidos em Portugal, começando pelas questões relacionadas com a imigração.
O dirigente defende que Portugal “precisa de imigrantes” mas “atingiu nesta matéria o pior de dois mundos, não conseguindo nem controlar a sua entrada, nem acolhê-los como merecem”.
De igual forma, Pedro Costa Ferreira considera que o país “precisa de infraestruturas aeroportuária e ferróviária”, mas perdeu-se “no labirinto das decisões, tentando apenas agora, acertar o passo”.
Sobre o aeroporto de Lisboa, o cenário traçado pelo dirigente é de contraste. O país “planeou um aeroporto para daqui a dez anos”, uma obra de grande dimensão, com vários processos envolvidos, mas “não consegue colocar polícias nas boxs do que ainda existe”.
Para o presidente da APAVT, Portugal perdeu-se “no populismo fácil, na grosseria vulgar e na indigência intelectual”, e “precisa de voltar a pensar”.
Referindo-se aos problemas mais específicos do sector do turismo, Pedro Costa Ferreira afirmou que, na cultura, o sector quer ser respeitado como instrumento de progresso e não ostracizado “por falsas elites, carregadas de ridículo”.
Nas cidades, o dirigente defende que o turismo quer “ter um papel importante na organização da mobilidade, que corresponda à mais-valia que aportamos, no mínimo que corresponda às taxas turísticas que os nossos clientes pagam”.
Companhias aéreas discriminam agências de viagens
No segmento das viagens de negócios ou corporate, Pedro Costa Ferreira pediu o fim da “insuportável discriminação por parte das companhias aéreas, que continuam a aceitar os cartões de crédito dos nossos clientes, e a recusar os nossos”.
As companhias aéreas, de acordo com o dirigente, mantêm “esquemas enganadores de acesso ao consumidor”, o que leva a “fragilidades de competitividade que há muito os agentes de viagens ultrapassaram”.
Pedro Costa Ferreira está no seu último mandato como presidente da APAVT, tendo feito hoje a sua última comunicação num Congresso da Associação.
“Ao longo de cerca de 15 anos, não fiz mais do que o cumprimento de um dever, que incluirei com gosto no meu curriculum”, frisou Pedro Costa Ferreira.
“Na verdade, a APAVT foi sempre a prioridade e eu serei apenas mais um presidente que por lá passou”, acrescentou.
O PressTUR está em Macau a convite da APAVT
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