spot_img
- Publicidade -
- Publicidade -

Agências de viagens e operadores turísticos portugueses facturaram 3.800 milhões de euros em 2024

As agências de viagens e os operadores turísticos portugueses facturaram um montante recorde de 3.800 milhões de euros em 2024, o que corresponde a um aumento de 33% ou 957 milhões de euros em relação a 2019, pré-pandemia.

Os dados resultam de um estudo encomendado pela Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) à consultora EY, apresentado em conferência de imprensa em Macau, no 50º Congresso da Associação.

Em relação a 2022, quando o sector da distribuição turística ainda não tinha alcançado os níveis de facturação pré-pandemia, o volume de negócios de 2024 foi superior em 44% ou 1.166 milhões de euros.

O estudo da EY indica que os efeitos directos, indirectos e induzidos da distribuição turística representaram, em 2024, 7,7 mil milhões de euros, o equivalente a 3% do PIB nacional. Em 2022, o valor correspondia a 2,4% do PIB.

Na apresentação dos dados, a directora executiva da EY, Sandra Primitivo, destacou o crescimento do sector da distribuição turística em Portugal, que em 2010 contava com 1.172 empresas, cresceu para 2.604 em 2019, e, em 2024, aproximou-se das 3.000, com um total de 2.939.

O sector caracteriza-se pela “dualidade entre a permanência de empresas de grande dimensão e uma maior rotatividade das mais pequenas”, de acordo com a executiva.

Os dados mostram que 26% das empresas no mercado tem até cinco anos de antiguidade, sendo que as mais antigas são as que têm maior representatividade no volume de negócios total do sector. Ainda assim, 41% das pequenas empresas estão no mercado há mais de 20 anos.

A análise da EY conclui que 90% do tecido empresarial da distribuição turística corresponde a microempresas e mais de 60% dos trabalhadores tem formação superior.

Nos cargos de gestão, 56% dos trabalhadores do sector da distribuição turística tem formação superior (+15 pontos percentuais que a média nacional). Entre os trabalhadores sem funções de gestão, 45% tem formação superior (+28,1 p.p. que a média nacional).

O estudo destaca que o sector está amplamente digitalizado, mas a sua presença online tem potencial de crescimento em soluções móveis e interactivas, sendo o “outgoing” o mais avançado na integração tecnológica e o “incoming” de lazer o mais avançado na automação de processos.

Os dados apresentados “trazem-nos uma grande satisfação, mas não nos limitam a ambição”, afirmou Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT.

A Associação está empenhada em apoiar as empresas do sector “a antecipar as oportunidades das alterações do mundo”. O dirigente revelou que a Associação está “a estudar a possibilidade de criar com a EY uma academia de inteligência artificial para os associados”.

O PressTUR está em Macau a convite da APAVT

Ver também:

Vendas de voos pelas agências de viagens portuguesas superam os 900 milhões de euros até Outubro

Macau reforça parceria com a APAVT para captar mais visitantes europeus

Marrocos vai receber Congresso da APAVT em 2026

Governo pede desculpa pelas filas nas fronteiras, mas também exige à ANA Aeroportos um “salto qualitativo”

Novo aeroporto em Alcochete em 2035? Só num “cenário idílico”

Portugal é o mercado europeu que mais cresce em Macau até Outubro

Secretário de Estado do Turismo destaca potencial da China como emissor de turistas para Portugal

CTP quer um aeroporto no Montijo como “alternativa intermédia” a Alcochete

Estratégia para o Turismo até 2035 será apresentada a 18 de Dezembro

APAVT pede ao Governo clarificação urgente sobre angariadores/freelancers no sector das agências de viagens

 

 

- Publicidade-
- Publicidade -