O secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo, garantiu que o Governo está a trabalhar para reduzir as filas nas fronteiras, mas avisou que a ANA / Vinci também precisa de dar “um salto qualitativo”, porque “ninguém pode ficar contente com a experiência de passageiro hoje em dia nos aeroportos nacionais”.
“A situação das fronteiras é um embaraço para o Governo. Devemos ter uma atitude de humildade relativamente àquilo que fazemos. Neste momento, é um embaraço e a única coisa que se podia fazer era pedir desculpa”, afirmou Hugo Espírito Santo, em Macau, no 50º Congresso da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT).
As filas resultam da falta de agentes da PSP, reconheceu o secretário de Estado das Infraestruturas, indicando que também existe “instabilidade do ponto de vista tecnológico, sobretudo nas e-gates” e “maior lentidão do [novo] sistema”.
Para resolver esta situação, o Governo tem cinco ministros a monitorizar “os dados diários de tempos de espera”, revelou Hugo Espírito Santo. Existe “uma sala de situação no aeroporto e uma auditoria em curso”, acrescentou.
O secretário de Estado sublinhou que a ANA / Vinci “tem feito um trabalho notável” para ajudar a resolver as filas nas fronteiras e anunciou que o Governo vai “redesenhar toda a zona das partidas e chegadas” até Junho, reforçando o número de “boxes” e “e-gates”.
Há mais problemas além das filas nas fronteiras
Além da questão das fronteiras, o governante também aproveitou a ocasião para afirmar que “ninguém pode ficar contente com a experiência de passageiro hoje em dia nos aeroportos nacionais”.
“Temos aeroportos que são exíguos, com corredores apertados, com os indicadores errados do ponto de vista da qualidade de serviço, até mesmo no ponto de vista daquilo que é a entrega de malas”, indicou Hugo Espírito Santo.
“Temos tido, repetidamente, alguns temas com tempos de espera no raio-x, com passageiros de mobilidade reduzida, que cada vez há mais”, acrescentou, para lembrar que o problema dos aeroportos portugueses “não é um problema só dos passaportes e só da fronteira”.
Para Hugo Espírito Santo, é preciso analisar a “qualidade de serviço nos aeroportos”. O secretário de Estado disse que o Governo, em conjunto com a ANAC, tem vindo a insistir com a ANA “no sentido de realmente darmos aqui um salto qualitativo”.
42 movimentos por hora até 2030
O secretário Estado anunciou ainda que o Aeroporto de Lisboa terá mais dois slots por dia em 2026, “porque a NAV conseguiu fazer uma redução do tempo médio de espera com o novo sistema”.
“Nós estamos a contar ter 39 slots em 2028, 40 slots em 2029 e 42 slots em 2030. Depende de quê? Depende da execução das obras. Estamos agora no processo de fechar com a ANA e de acelerar todo esse processo”, anunciou Hugo Espírito Santo.
Ver também:
Novo aeroporto em Alcochete em 2035, só num “cenário idílico”
Portugal é o mercado europeu que mais cresce em Macau até Outubro
Secretário de Estado do Turismo destaca potencial da China como emissor de turistas para Portugal
CTP quer um aeroporto no Montijo como “alternativa intermédia” a Alcochete
Estratégia para o Turismo até 2035 será apresentada a 18 de Dezembro
Vendas de voos pelas agências de viagens portuguesas superam os 900 milhões de euros até Outubro
O PressTUR está em Macau a convite da APAVT
Para mais notícias clique: Empresas e Negócios




