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NDC: nova tecnologia traz benefícios para a TAP e para as agências de viagens – Justin Jovignot

A implementação do NDC (New Distribution Capability) vai abrir novas possibilidades de venda de voos com benefícios para todos, tanto para a TAP como para as agências de viagens, garantiu Justin Jovignot em entrevista ao PressTUR.

Como toda a tecnologia, a implementação do NDC tem custos elevados, mas o director de Distribuição e Estratégia Comercial da TAP assegura que se trata de uma decisão óbvia de investimento para a companhia aérea, porque permitirá desbloquear receitas de uma forma que a antiga tecnologia (EDIFACT) não permite.

Uma das vantagens da nova tecnologia de distribuição NDC será melhorar a gestão dos preços de forma contínua, ajustando-os cada vez mais à disposição do cliente para pagar. Isto beneficiará tanto a companhia aérea como as agências de viagens, de acordo com o executivo.

Na primeira parte da entrevista, o executivo revelou os próximos passos da implementação da nova tecnologia. Para ler clique: TAP avança na era NDC: 2026 será o ano da transição – Justin Jovignot.

PressTUR: Quais são os benefícios da implementação do NDC para a TAP?

Justin Jovignot: Há benefícios para a TAP e para as agências de viagens. Quaisquer novas funcionalidades de gestão de ofertas serão aplicadas aos canais NDC. Vamos optimizar os preços e teremos mais controlo sobre a oferta que apresentamos ao passageiro. A oferta ficará mais contextualizada. Será tudo baseado em ciência, em inteligência artificial. É por isso que estamos a investir no NDC. Esta tecnologia permite ter mais opções de preço, permite adaptar o preço ao que o cliente está disposto a pagar. Com as novas técnicas de gestão de ofertas, poderemos adequar melhor a oferta à disposição de pagamento do passageiro.

PressTUR: Entre outras coisas, os preços dinâmicos permitem ajustar os preços à procura em tempo real. É isso?

Justin Jovignot: Com esta nova forma de vender, não vendemos um lugar, vendemos um pacote dinâmico baseado em ciência, em inteligência artificial. Posso dar um exemplo mais concreto, que é o dynamic pricing [preços dinâmicos]. A forma como funcionam os preços dinâmicos não é compatível com tecnologia EDIFACT. É compatível com a tecnologia NDC e com a tecnologia XML. Há muitas coisas por trás da definição de preços dinâmicos. Uma delas é poder ter mais price points [pontos de preço] entre dois RBD [Reservation Booking Designator, código utilizado nos sistemas de reservas para classificar diferentes classes tarifárias e códigos de reserva dentro do mesmo voo]. Por exemplo, temos uma tarifa de 100 euros. Quando deixar de estar disponível, a próxima tarifa será de 120 euros. Com a implementação de continuous pricing [definição contínua de preços] podemos ter um preço entre 100 e 120 euros. Esse preço corresponderá melhor à disposição do cliente para pagar. Se eu estiver a vender por 100 euros, talvez o cliente pudesse comprar por 110 euros e, assim, estou a perder 10 euros. Por outro lado, se colocar o preço nos 120 euros, talvez este cliente que podia comprar por 110 acha que 120 é muito caro, e então vai para a concorrência e perdemos uma reserva. Portanto, a capacidade de ter mais pontos de preço entre dois RBD beneficiará a TAP.

PressTUR: E para as agências de viagens, quais são os benefícios do NDC?

Justin Jovignot: O mesmo: melhor oferta. Melhor oferta em termos de conceptualização e em termos de preço, baseada em ciência. Além disso, o NDC começa a ser melhor em termos de self-service do que o EDIFACT. É apenas uma questão de gestão da mudança e de chegarmos lá juntos com os GDS, com os fornecedores de tecnologia e com as agências de viagens. A melhoria do self-service significa que, se o agente de viagens quiser fazer alguma coisa [alterações, reemissões], não precisa de ligar para o centro de atendimento, pode fazê-lo por sua conta, o processo é automatizado. É mais eficiente. Esse é também o objectivo do NDC. É algo a longo prazo, mas não deixa de ser um dos objectivos: ser um canal mais eficiente. Mas leva tempo, é uma grande transformação tecnológica.

PressTUR: Quanto é que a TAP está a investir nesta transformação?

Justin Jovignot: A TAP está a investir nesta transformação para benefício de todos e também para acompanhar o sector, para ser competitiva com outras companhias aéreas.

PressTUR: Qual é taxa de adopção do NDC da TAP?

Justin Jovignot: Temos contrato com todos os GDS e temos 12 agregadores ligados. Este mês [Novembro] atingimos um pouco mais de 25% de adopção do NDC. Obviamente, estamos a apontar para um maior crescimento nos próximos anos. A equipa está a trabalhar para atender às necessidades de quem ainda não aderiu. Estamos a trabalhar com todos: agências de viagens, agregadores e GDS.

PressTUR: A privatização poderá afectar a implementação do NDC?

Justin Jovignot: Não. Esta é uma etapa obrigatória que todos estão a seguir. O importante é continuar neste caminho de adopção do NDC, com as novas técnicas de retalho, com o programa de ofertas e encomendas. Penso que este foco vai continuar porque está a trazer dinheiro para todos.

PressTUR: A TAP planeia dar formação às agências de viagens sobre o NDC?

Justin Jovignot: Sim, com certeza. Em Portugal fizemos algumas demonstrações durante o World Aviation Festival. Tivemos uma sessão com a Travelport, para mostrar o que é o NDC, como funciona, como utilizamos. Fizemos o mesmo com a Sabre no Brasil, em Setembro, numa sessão com cerca de 50 agências de viagens. Estou certo de que faremos o mesmo com a Amadeus em 2026. Prevemos entrar em funcionamento com o NDC no Amadeus no primeiro trimestre de 2026. E não estamos limitados a nenhum país. Se houver um pedido para dar formação em Itália, por exemplo, é isso que faremos.

Ver também: TAP avança na era NDC: 2026 será o ano da transição – Justin Jovignot

Para aceder ao site da TAP clique aqui.

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