Apesar do cenário macroeconómico desfavorável, as pessoas vão continuar a viajar, mas vão querer mais garantias e aconselhamento. Esta previsão representa uma oportunidade para as agências de viagens e a Lusanova está a investir para garantir respostas aos seus parceiros, revelou o seu director de Operações.
Em entrevista ao PressTUR, Tiago Encarnação falou sobre o próximo ano com optimismo. Por um lado, sabe que “não é possível controlar o cenário macroeconómico”, mas, por outro, está confiante na estratégia da empresa para trabalhar sobre essa realidade.
“As pessoas vão continuar a viajar, mas, se calhar, vão começar a escolher melhor, com mais cuidado, vão querer mais garantias” e isso representa uma oportunidade para os agentes de viagens. Se as pessoas precisam de consultar mais informação para decidir sobre a sua viagem, também precisam de mais aconselhamento.
“É aí que a Lusanova quer estar. É a nossa estratégia já há muitos anos, e continuamos a melhorá-la, para estar cada vez mais próximo do agente de viagens, ajudá-lo na venda, ajudá-lo a fidelizar o seu cliente”, sublinhou Tiago Encarnação.
“E ajudá-lo como? Ter mais partidas garantidas. Ser cada vez mais um operador generalista. Apostar cada vez mais no atendimento personalizado e na resposta rápida, que é cada vez mais importante, porque muitas vezes o cliente decide em cima da hora, e o agente de viagens necessita de fechar a venda”, acrescentou o executivo.
Por outro lado, o papel do operador turístico também é “partilhar o risco”. Quando alguma coisa corre mal, “o agente de viagens não está sozinho, nós estamos lá, damos apoio no terreno (…). É aí que fazemos a diferença, e vamos continuar a fazer”, assegurou Tiago Encarnação.
Perante os desafios globais incontroláveis, como as restrições às viagens via Médio Oriente este ano, “encontramos os mecanismos para continuar a dar uma resposta de valor ao agente de viagens”, porque “se não dermos uma resposta de valor, não estamos cá a fazer nada”, frisou o director de Operações da Lusanova.
Para melhorar o apoio aos agentes de viagens, o operador turístico está a investir em tecnologia, sustentabilidade, parcerias e formação.
Tiago Encarnação reconhece que a tecnologia “vai ser cada vez mais importante”, mas sublinha que, para a Lusanova, “só funciona se for para nos aproximar do agente de viagens” e “não para o substituir”.
Desta forma, os investimentos que o operador está a fazer em tecnologia são para “ajudar a melhorar o atendimento” e para a personalizar os seus produtos, concluiu o executivo.
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