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Diversidade da oferta revelou-se “factor de força” num “ano sofrido” – Tiago Encarnação, Lusanova

A Lusanova, nos últimos anos, diversificou a sua oferta, tornou-se um operador mais generalista e isso revelou-se um “factor de força” para superar os desafios de 2026, “um ano sofrido” para todo o sector, disse, em entrevista ao PressTUR, Tiago Encarnação.

Este ano, o operador turístico espera igualar os resultados de 2025, quando facturou cerca de 30 milhões de euros em Portugal, somando os negócios de operação turística, incoming e corporativo.

“Se gostaríamos de ter crescido mais? Claro que sim, mas face aos condicionamentos e ao ano difícil que todos tivemos, acho que me posso dar por satisfeito”, resumiu o director de Operações da Lusanova.

Em número de passageiros, Tiago Encarnação também perspectiva um desempenho semelhante a 2025, quando viajaram cerca de 40 mil pessoas com a Lusanova.

No entanto, as previsões ainda estão por confirmar. “Ainda é cedo” para fechar as contas, porque os últimos três meses do ano “são sempre importantes” e “estamos a vender bem”, frisou o executivo.

O grande desafio de 2026

Antes dos Estados Unidos e Israel iniciarem uma guerra contra o Irão, “o ano estava a correr bem”. Após o dia 28 de Fevereiro, “toda esta instabilidade no Médio Oriente acabou por condicionar” as operações.

Para a Lusanova em Portugal, que não opera voos charter, o impacto da subida dos preços dos combustíveis foi “indirecto”. E, assim, “o maior desafio que tivemos em 2026 foi, face ao condicionamento geográfico naquela zona, encontrar alternativas para os clientes”.

“Acho que conseguimos fazê-lo bem”, como se verifica pelas vendas para destinos como o Japão, a China, Singapura, Coreia, Vietname, Tailândia, Maldivas e Zanzibar, que cresceram mesmo com as restrições de voos via Médio Oriente, recorrendo a outras rotas.

“Nas Américas, o Brasil cresceu, assim como os Estados Unidos e o Canadá”. Na Europa, subiu a procura por circuitos ibéricos, pela Grécia e pela Escócia, destacou o director de Operações, concluindo que “a diversidade da Lusanova ajudou” a superar “o grande desafio” de 2026.

“Um factor de força”

“Somos um operador cada vez mais generalista e isso ajuda a encontrar soluções” para clientes afectados por condicionamentos às viagens. “A aposta na diversidade da operação em destinos que consideramos estratégicos, onde somos competitivos, é um factor de força da Lusanova”, enfatizou Tiago Encarnação.

Apesar de “Itália, Benelux e Europa Central continuarem a ser os circuitos que mais vendemos (…), já não somos um operador só de circuitos europeus, ou só especialista em circuitos europeus. A Lusanova, hoje em dia, é especialista em viagens organizadas, seja para a Europa, seja para fora da Europa”.

Na sua leitura sobre um ano marcado por sucessivas alterações de reservas, provocadas pela suspensão dos voos de/para o Médio Oriente, Tiago Encarnação destaca que, mais uma vez, tornou-se evidente a razão de existirem agências de viagens e operadores turísticos: “quando estas situações acontecem, é muito mais seguro ter uma reserva com uma agência de viagens que tenha um operador por trás, que ajude e que partilhe o risco”, defendeu o executivo.

Lusanova Brasil

No Brasil, a Lusanova também espera fechar o ano com resultados idênticos aos de 2025, com uma facturação de cerca de 30 milhões de euros, mas ainda faltam meses importantes, que incluem operações de Réveillon.

A Lusanova Brasil programa voos charter para o Fim de Ano em Portugal, com partidas nos dias 26, 27 e 28 de Dezembro, de Recife, Natal, Maceió, Salvador e Fortaleza. “Estamos a vender bem”, indicou Tiago Encarnação.

O operador, que tem quatro escritórios no Brasil (Recife, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte) e comerciais em todos os Estados, tem o seu próprio departamento de produto e faz contratação directa no país.

As duas empresas, no Brasil e em Portugal, são “autónomas, mas trabalham em conjunto sempre que há necessidade de sinergias e sempre que achamos que é útil para os dois mercados”.

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