Os hotéis portugueses atingiram novos máximos de dormidas na época baixa, o período em que tradicionalmente lhes é mais difícil vender quartos, porque a procura é menor.
Os dados da actividade turística publicados hoje pelo INE indicam que os hotéis somaram mais de oito milhões de dormidas nos primeiros três meses do ano, como nunca antes acontecera e superaram o período homólogo de 2019 por mais de um milhão de pernoitas.
Os hotéis foram assim o ‘motor’ do crescimento do alojamento turístico português no trimestre, tendo concentrado 63,7% das dormidas totais do sector, apenas menos uma décima que durante a pandemia em que uma das tendências dominantes foi a concentração em estabelecimentos de maior dimensão e melhores condições de ‘isolamento’ dos clientes.
O INE indicou que os hotéis tiveram um aumento de dormidas em 15,8% face ao período homólogo pré-pandemia, que compara com um aumento médio no alojamento turístico de 14,1%, do que resultou ter concentrado 69,5% do aumento de dormidas no sector.
Depois dos hotéis, o segmento com mais ‘peso’ em número de dormidas foi o alojamento local, com uma quota de 15%, seguido pelos hotéis-apartamentos, com 9,6%, apartamentos turísticos, com 5,1%, turismo no espaço rural e de habitação, com 2,7%, aldeamentos turísticos, também com 2,7%, e pousadas e quintas da Madeira, com 1,2%.
O aumento mais forte face ao primeiro trimestre de 2019 foi no turismo em espaço rural e de habitação, em 60,3%, e depois alojamento local, com +18,5%, hotéis, com +15,6%, e hotéis-apartamentos, com +0,4%, enquanto as pousadas e quintas da Madeira tiveram estagnação em baixa (-0,1%) e os alojamentos turísticos tiveram quebra em 5,8%.
Em valor absoluto, depois dos hotéis, com um aumento de 1,08 milhões de dormidas, os maiores aumentos foram no alojamento local, em 294,3 mil, no turismo no espaço rural e de habitação, em 126,6 mil, apartamentos turísticos, em 69,5 mil, e hotéis-apartamentos, em 5,4 mil, enquanto as pousadas e quintas da Madeira tiveram menos 167 pernoitas e os aldeamentos turísticos tiveram menos 20,7 mil.






