Os voos da Gol entre Lisboa e o Rio de Janeiro vão começar com quatro frequências semanais, o que já permite várias “opções de produto”, mas Danillo Barbizan, director de Vendas, vê margem para “fortalecer” a operação, com voo diário e horários mais favoráveis para conexões na capital portuguesa.
A rota será inaugurada a 16 de Setembro e, inicialmente, devido a atrasos na entrega de aeronaves, será operada em avião A330 da Wamos Air, parceira da Gol no Grupo Abra.
A principal diferença entre o avião da Wamos Air e o avião com que a Gol planeia operar a rota é a configuração. A aeronave da Wamos Air tem menos lugares em executiva e mais lugares em económica, indicou Danillo Barbizan, em entrevista ao PressTUR em Lisboa.
O plano é operar “mais ou menos até Dezembro” com o avião da Wamos Air, sempre com dois ou três tripulantes brasileiros, e, a partir daí, com avião próprio da Gol, de acordo com o director de Vendas.
Os voos serão anuais e o plano é aumentar a oferta para voo diário, mas é necessário, em primeiro lugar, alcançar “estabilidade da rota”, “disponibilidade de avião” e “disponibilidade de slot”.
“A consistência na operação vem do voo diário”, enfatizou o director de Vendas da Gol. Ainda assim, “ter quatro voos é melhor do que ter um, dois ou três, porque permite mais opções de produto” e estadias mais longas, tradicionalmente procuradas pelos passageiros de voos de longo curso.
Ajuste de horário
Danillo Barbizan reconhece que o horário do voo “não é perfeito”, porque, ao chegar de noite a Portugal, perde “um público captável de conexão além Lisboa”. Se o voo chegasse a Lisboa à tarde alcançaria “um banco grande de conexão” e poderia “incrementar mais ainda o negócio”.
Desta forma, além de tornar o voo diário, a companhia aérea também está a analisar um ajuste dos horários. Em horas locais, o voo está previsto sair do Rio de Janeiro às 8h05 para chegar a Lisboa às 21h45. A partida de Lisboa será às 23h35 para chegar ao Rio às 5h35.
Com a potencial alteração para chegar mais cedo a Lisboa, as conexões no Rio de Janeiro não serão afectadas, garante o executivo, porque a Gol garante “muita conectividade” no Galeão, para vários destinos no Brasil e noutros países da América do Sul.
Conseguir um slot no Aeroporto de Lisboa já foi um desafio, reconhece o director de Vendas, que acredita ter sido superado graças a “uma equipa muito eficiente de relações institucionais”. Os representantes da Gol encontraram-se “tanto com o Governo de Portugal quanto com o Governo do Brasil para tornar realidade [esta nova ligação Rio – Lisboa]”, indicou Danillo Barbizan.
O director de Vendas da Gol admite que terá contribuído o facto da companhia aérea estar num “grupo forte” e ser “uma companhia reconhecida como a companhia do brasileiro”.
“Fortalecer” Lisboa antes de olhar para outras cidades
Sobre a possibilidade de expandir as operações para o Porto, para onde a companhia aérea chegou a solicitar slots, Danillo Barbizan sublinhou que o plano é “realmente fincar o pé e fortalecer essa operação em Lisboa, antes de pensar em qualquer outra operação”.
A expansão internacional da Gol, além de Lisboa, também inclui voos para Nova Iorque, que começam em Julho. Existem ainda mais duas rotas em desenvolvimento, que são Orlando (EUA) e Paris (França).
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Mais que dividir, Gol quer criar nova procura na rota Lisboa – Rio de Janeiro
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