“Não queremos dividir um pedaço da pizza que já existe. Queremos aumentar”, garantiu o director de Vendas da Gol, Danillo Barbizan, em entrevista ao PressTUR sobre os novos voos Lisboa – Rio de Janeiro.
Portugal é uma das primeiras opções dos brasileiros quando viajam para fora do país, sobretudo em viagens longas, “por não existir barreira de idioma, pela facilidade de conexão, pela ligação entre os povos”. Isto explica, embora apenas parcialmente, que Lisboa seja a primeira rota europeia da Gol, a começar em Setembro.
Antes de analisar factores como os laços históricos entre os países, as companhias aéreas fazem uma análise do ponto de vista do negócio e, no caso da rota Lisboa – Rio de Janeiro, a Gol decidiu avançar porque concluiu que existe “uma procura alta” e “um ticket médio saudável [preço médio do bilhete]”, frisou Danillo Barbizan.
Existe muita concorrência na rota Lisboa – Rio de Janeiro, mas mesmo assim o director de Vendas da Gol garante que os indicadores vão no sentido da rentabilidade.
Mais do que ficar com uma parte da procura existente na rota, o objectivo da Gol é criar mais procura. “Não queremos dividir um pedaço da pizza que já existe. Queremos aumentar mais a procura”, sublinhou Danillo Barbizan.
Sobre o papel da companhia aérea na criação de procura, o executivo destacou que “é notório o quanto a aviação do Brasil mudou” quando a companhia aérea começou a voar, em 2001. O objectivo era claro: “democratizar a aviação no país”.
O objectivo era “fazer o brasileiro voar mais” e, para isso, a companhia aérea procurou captar, por exemplo, as pessoas que estavam a recorrer ao carro ou ao autocarro para viagens muito longas.
“Operação que só vende barato não é rentável”
Questionado se, tal como quis “democratizar” os voos no Brasil, a Gol também pretende “democratizar” os voos entre o Rio de Janeiro e Lisboa, o executivo reconheceu que, “por DNA, seria leviano dizer que não”.
“Não dá para fugir da nossa essência”, disse. “No momento em que estamos a trabalhar para conseguir a venda, é isso que motiva todo o mundo. Os modelos de ‘precificação’ trazem isso na raiz”.
Ainda assim, o aumento da procura que a Gol pretende criar na rota Lisboa – Rio de Janeiro não será feito apenas através do preço, garantiu Danillo Barbizan, porque “uma operação que só vende barato não é rentável”.
Para a equipa de Vendas, que em Portugal é representada por Cátia Santos (clique para ler: Cátia Santos é a nova executiva de Vendas da GOL e Avianca em Portugal), a estratégia passa por construir “um relacionamento aberto” com os ‘players’ do mercado e garantir “as ferramentas certas para fomentar a venda”.
“No final, tudo nos empurra para a democratização do negócio, para trazer mais gente para esse corredor”, frisou Danillo Barbizan. Se a Gol trabalhar “só para indústria instaurada, terá que torcer pelo insucesso [dos outros]” e isso “não é saudável, não é sustentável”.
O objectivo da Gol “não é que ninguém diminua a rota, é que melhore, sim, o serviço, porque a concorrência traz isso”, defende o director de Vendas.
Danillo Barbizan sublinhou que a Gol foi a companhia aérea mais pontual do Brasil em 2025 e quer “trazer esse KPI [indicador de desempenho ou key performance indicator]” para os voos Rio de Janeiro – Lisboa. Na sua perspectiva, as outras companhias aéreas serão forçadas a trabalhar no mesmo indicador “e quem vai ganhar é o passageiro”.
Os voos da Gol entre Lisboa e Rio de Janeiro começam a 16 de Setembro e serão operados quatro vezes por semana, às segundas, quartas, sextas e Sábados, em avião A330 da Wamos Air, parceira da Gol no Grupo Abra.
Continua:
Gol analisa reforço para voo diário e ajuste de horários na rota Lisboa – Rio de Janeiro
Gol garante produto “confiável e rentável” às agências de viagens em Portugal
Para aceder ao site da Gol clique aqui.




