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Emirates está com “mais 70% de reservas” na rota de Lisboa que em 2019 – David Quito

A Emirates voltou a voar duas vezes por dia entre Lisboa e Dubai e os resultados estão à vista: “mais 70% de reservas” que no primeiro trimestre de 2019, disse o director da companhia em Portugal, David Quito, em entrevista ao PressTUR.

A companhia aérea passou de 11 voos por semana para dois voos por dia no final de Dezembro do ano passado, retomando assim a oferta que tinha em 2019.

Esta capacidade adicional “foi rapidamente absorvida”, disse David Quito ao PressTUR, justificando o desempenho com a retoma das viagens de incentivo das grandes empresas, entre outros factores.

O director da Emirates para o mercado português também falou das suas previsões para os próximos meses, acrescentando estar consciente dos alertas económicos, mas dizendo que também é um facto que “já estamos com inflação, aumentos do crédito e continua a haver procura”.

PressTUR: Como estão a correr as reservas para os voos de Lisboa? Justificou-se a retoma do segundo voo diário?

David Quito: A nossa ideia sempre foi voltar ao cenário de 2019. A pandemia foi um travão, um bloqueio que tivemos que ultrapassar, e conseguimos. Este segundo voo trouxe-nos muito mais capacidade ao mercado, muito mais possibilidades e mais destinos, porque há certas ligações no Dubai que estão mais encaminhadas para o primeiro voo, que é à hora de almoço, e outras mais alinhadas com o segundo voo. Os dois acabam por oferecer mais destinos, melhores ligações.

PressTUR: Como estão as reservas?

David Quito: A nossa capacidade foi rapidamente absorvida pelo mercado. Este segundo voo já está ao mesmo nível de taxa de ocupação do primeiro, muito em linha com a taxa de ocupação global da companhia, que anda nos 80%. É algo que é muito positivo e que se traduz na rentabilidade da rota como um todo. De Janeiro a Março deste ano estamos com mais 70% de reservas do que tínhamos entre Janeiro e Março de 2019.

PressTUR: Nos primeiros três meses deste ano estão 70% acima de 2019, quando tinham a mesma capacidade que oferecem agora?

David Quito: Sim, tal e qual o mesmo cenário. É bastante positivo. Temos para Fevereiro grandes grupos de incentivos de grandes empresas. Temos grupos para a Ásia, as coisas estão a funcionar, as pessoas sentem-se confiantes para reservar. Eu não sou psicanalista nem psicólogo para identificar o motivo das viagens, mas as pessoas podem achar que vem aí alguma coisa a nível da pandemia e preferem aproveitar para viajar enquanto as coisas estão mais calmas; ou então vão simplesmente continuar a viajar porque está na sua natureza este desejo de viajar.

David Quito (foto: João Canto)

PressTUR: Qual foi o aumento a nível de capacidade com o segundo voo diário em Lisboa?

David Quito: O aparelho de Lisboa é sempre o B777-300 com 360 lugares. Há certos dias, em função da procura, que podemos retirar a Primeira Classe do avião para ficar com mais lugares em Classe Económica e a capacidade pode chegar a 428 lugares. Isto pode acontecer esporadicamente, mas o tipo de equipamento é sempre igual. Se fizermos as contas, neste momento estamos com 40 mil lugares por mês entre Lisboa e Dubai.

PressTUR: Em que circunstâncias fazem a alteração à configuração do avião?

David Quito: Quando temos uma grande pressão na Classe Económica. Temos muitas viagens de grupos, incentivos de 150 ou 200 passageiros, que criam essa pressão. Mas a verdade é que ainda hoje em dia, dez anos depois de termos chegado a Portugal, estamos a atingir taxas de ocupação em Primeira Classe e Classe Executiva que ainda não tínhamos atingido. Portanto, há procura no mercado português. Notamos cada vez mais pessoas. Pode ter sido um sinal da pandemia, as pessoas querem viajar com mais conforto e exclusividade.

PressTUR: Tem algum receio relativamente à perspectiva de perda de poder de compra dos portugueses, uma vez que a Emirates tem agora mais lugares para vender em Portugal?

David Quito: Sim. Há sempre estes alertas, olhando para o cenário que temos. É verdade que injectámos esta capacidade, mas está a ser absorvida. Mantemos taxa de ocupação e as rotas são rentáveis. Olhando para a frente, até Março, estamos com mais 70% do que tínhamos em 2019. Depois de Março não sabemos, porque com a pandemia, temos que fazer quase uma navegação à vista. Os sinais que temos hoje em dia são reais e já estamos com inflação, aumentos do crédito e continua a haver procura. O desejo de viajar – e hoje em dia fala-se muito de saúde mental – pode ser uma componente. Viajar está na equação das decisões de muita gente e mantém-nos o ritmo da procura.

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