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Congresso AHP: tecnologia está a diversificar as fontes de receita no sector dos eventos

Os eventos em formato digital estão longe de substituir a versão presencial, mas permitem expandir o alcance e diversificar as fontes de receita, destacaram três profissionais do sector no Congresso Nacional de Hotelaria e Turismo, organizado pela AHP.

No ano passado, o sector dos eventos, congressos, reuniões e incentivos (MICE) superou os resultados de 2019, pré-pandemia, e no início deste ano “já está acima de 2023”, afirmou Carina Montagut, directora da maior associação internacional do sector, a ICCA (International Congress and Convention Association).

“Neste âmbito de recuperação, os portugueses estão a fazer o melhor do melhor”, frisou Carina Montagut, recordando que Portugal foi o 7º país no mundo que mais congressos recebeu em 2022 e Lisboa, a 2ª cidade, segundo o ranking da ICCA.

Os eventos híbridos, com formato presencial e digital, são “uma grande oportunidade para todos”, frisou a dirigente. E exemplificou: “as associações já estão a utilizar a tecnologia para monetizar os eventos. Vendem sessões, em pacotes ou por sessão” para assistir em formato digital.

Para Diogo Assis, fundador e CEO da empresa de organização de eventos Voqin’, a tendência no sector dos eventos é o formato híbrido, até porque “permite expandir a mensagem para mais pessoas”.

O exibição dos eventos em formato digital “é a maior oportunidade para a indústria se tornar mais inclusiva”, frisou Diogo Assis. E acrescentou: “a tecnologia não é uma ameaça, a tecnologia pode ser impulsionadora de negócio que antes não tínhamos”.

Por outro lado, o CEO da Voqin’ destacou que “as experiências ganharam relevância após a pandemia”, quer no turismo quer nos eventos. Prova disso é que “nas viagens de incentivo há um crescimento na despesa em food e activities [alimentação e actividades], porque proporcionam experiências de partilha e geração de emoção”.

Ainda assim, a principal ‘fatia’ dos gastos nas viagens de incentivo continua a ser o hotel, entre 22% e 27% da despesa total, acrescentou Diogo Assis, citando dados do Incentive Travel Index.

No mesmo painel organizado pela AHP, Paulo Monge, director-geral de Vendas do grupo Sana Hotels, destacou que “o digital ajuda, mas não substitui” os eventos em formato presencial, porque não permite o mesmo tipo de interacção entre os participantes.

O negócio do MICE (Meetings, Incentives, Conferences and Exhibitions) “tem cada vez mais força e vai continuar a crescer”, perspectivou Paulo Monge. “As empresas têm que apresentar os seus produtos, juntar os seus colaboradores, convidar os seus parceiros”.

Nesse sentido, “Portugal tem características fantásticas, tem excelentes condições para este sector”, acrescentou o executivo, destacando a hospitalidade dos portugueses, a conectividade dos aeroportos em Portugal, sobretudo Lisboa, e a oferta hoteleira. “Os hotéis de 4 e 5-estrelas estão a apostar muito neste segmento”, frisou Paulo Monge.

O 34º Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo, organizado pela AHP, decorreu no Centro de Congressos do Funchal, na Madeira, de 21 a 23 de Fevereiro, contando com 500 participantes.

Ver também:

Hotelaria em “fase crítica”. Preços sobem, mas é preciso garantir serviço – Bernardo Trindade, AHP

Hotelaria quer soluções das instituições financeiras públicas para enfrentar encargos de exploração – AHP

Para aceder ao site do Congresso da AHP clique aqui.

O PressTUR participa no 34º Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo a convite da AHP

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