É já no próximo sábado que o Authentic, um dos restaurantes mais luxuosos do Algarve, localizado entre o Vale do Lobo e a Quinta do Lago, em Almancil, vai estar em festa, a celebrar o segundo ano da sua existência.
Apesar do luxo, o restaurante tem sabido consolidar a sua reputação no chamado triângulo dourado assente na premissa de que no espaço se come mesmo comida de conforto e não o que se chama “fine dining”, que combina a alta gastronomia a ambientes sofisticados.
“Não temos a ambição de ter a estrela Michelin e foi isso que eu transmiti ao chefe de cozinha quando lhe lancei o desafio para vir para este projeto”, conta Miguel Sequeira, o proprietário do Authentic falando do premiado Ricardo Luz, Chefe Cozinheiro do Ano (em 2019), embaixador da pesca sustentável pela Marine Stewardship Council (organização internacional que visa proteger os oceanos) e ex sub-chefe do restaurante Bon Bon onde ajudou a alcançar uma estrela Michelin.

E assim é. Aqui, quando se come o Bife Wellington, temos a certeza que passaria no rigoroso crivo do histriónico Gordon Ramsay e realmente conforta o estômago… Com uma média de preços na ordem dos 100 euros por pessoa, entre as múltiplas opções do cardápio contam-se, por exemplo, a “sopa de santola” (24€), o “arroz de peixe tradicional com gamba da costa algarvia” (39€), o “carré de cordeiro português premium” (55€) ou o “bife tártaro servido com brioche dourado, cebolinhas em pickel e alho negro” (24€).
Empresário de sucesso na área da construção civil, Miguel Sequeira subiu a pulso, a trabalhar desde muito jovem na restauração. O imobiliário chegaria mais tarde e apesar de ser hoje o seu ‘core business’, ficou-lhe o bichinho desses tempos mais recuados.
“Por isso digo que o Authentic é o meu hobby, é o meu bebé, adoro a restauração, sempre quis ter o meu próprio restaurante”, conta o responsável. E sentimos-lhe o entusiasmo quando conta o esforço, dinheiro e tempo que aplicou para trazer para Portugal exatamente os materiais que queria para dar ao espaço uma ambiência similar aos mais luxuosos lugares que já teve oportunidade de conhecer, como os hotéis Ritz, em diversas geografias ou alguns restaurantes de topo no Dubai, por exemplo. Daí os WCs forrados a papel de parede Versace, as sanitas Giorgio Armani ou as exclusivas peças Boca do Lobo, entre outros requintes.
“O objetivo sempre foi trazer para cá o ambiente do Ritz, os dourados, os negros e adaptá-los ao Algarve”, realça Miguel Sequeira, que quis trazer para a região “algo diferente”.
“A restauração no Algarve é muito injusta. Trabalhamos muito no Verão e no Inverno não se passa nada. Eu queria fazer algo absolutamente distinto para esbater isso”, reforça.
A aposta numa garrafeira com produtos absolutamente únicos ajudou também a criar essa exclusividade. “Tenho garrafas a custar entre os 30 e os 40 mil euros, algumas sei que não serão vendidas, mas tinha mesmo de as ter para que o restaurante estivesse referenciado a esse nível, tal como acontece com os restaurantes de topo”, explica, adiantando que a garrafa mais cara que já vendeu numa refeição rondou os 5.000 euros.
Para materializar o Authentic foram necessários mais de cinco milhões de euros, metade dos quais para o terreno. “O Authentic foi um projeto a que não olhei a gastos. Foi como se fosse o meu bebé”, sublinha ainda.
Com o bom tempo já consolidado, o restaurante expande-se agora para a esplanada conquistando no total cerca de 125 lugares, 45 lugares deles no interior. O restaurante tem ainda uma sala mais exclusiva para grupos, que pode acolher até 16 pessoas e tem muita procura entre os jogadores de futebol e os VIPs da nossa praça que desejam mais discrição.
Neste sábado, é dia de festa.
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