A viagem à descoberta dos castelos do Val de Loire, que durante o Natal contam com instalações natalícias elaboradas, continua no Châteaux de Amboise, onde se encontra sepultado Leonardo Da Vinci.
O Château de Amboise é conhecido pela beleza da sua paisagem, por ter sido o palácio dos reis de França durante o Renascimento, e por ser o local onde se encontra sepultado Leonardo Da Vinci.

A vista a partir e Amboise é impressionante, abrangendo a cidade e os seus jardins, em enquadramentos proporcionados pela muralhas, elevações nos jardins, e pelas janelas e áreas exteriores da fortificação.
Charles VIII e Anne de Bretagne transformaram este castelo na sua residência, que também alojou Francis I, que convidou Leonardo Da Vinci a torna-se no seu pintor, arquitecto e engenheiro. Henrique II e Catarina de Medici também aqui reinaram.

Leonardo Da Vinci saiu de Itália rumo a Amboise sabendo que não deveria voltar ao local onde nasceu, devido à sua idade avançada na altura, e trabalhou no Château du Close Lucé, conectado a Amboise, durante os seus últimos três anos de vida. Faleceu em 1519 e encontra-se sepultado na Capela Saint-Hubert, em Amboise.
Francis II, filho de Henrique II e Catarina, foi alvo de um coup d’etat em Amboise, conhecido como o Tumulto de Amboise, que fracassou por ter sido descoberto a tempo.
A residência real que alojou esta figuras está disposta de forma a que o seu piso térreo e o primeiro andar sejam evocativos dos reinados da época do Renascimento, enquanto que o segundo andar é dedicado ao período da renovação durante o reinado de Lois-Philippe, no século XIX.
Os visitantes também podem visitar a sala da guarda, a sala do Conselho, a torre e os aposentos do rei, num passeio por estas instalações. A Capela de Saint Hubert, antigo oratório dos reis de França e actual local de descanso de Leonardo Da Vinci também pode ser visitada.
Uma história muito interessante relacionada com este castelo é a de Abd el-Kader ben Muhieddine, intelectual nascido na Argélia, que participou na resistência contra a colonização francesa, tendo criado uma força militar.
Rendeu-se em 1847 e prometeu não combater mais contra França, tendo sido encarcerado no Château de Amboise durante quatro anos, quando foi libertado por Louis-Napoléon Bonaparte. Embarcou para a Turquia e depois para a Síria, e, de acordo com o site da gestão do Château, foi um defensor consistente dos valores universais da tolerância e humanismo.
Há uma sala dedicada ao humanista argelino, que aqui residiu com a sua família durante cerca de quatro anos, tendo criado uma ligação especial com a população do município de Amboise, numa altura em que o colonialismo ainda era ‘regra’ na Europa. A população de Amboise criou um monumento em sua homenagem, que posteriormente foi instalado no Jardim Oriental, criado pelo argelino Rachi Koraichi, em homenagem aos membros da família e entourage de el-Kader que aqui perderam a vida.
Os jardins, numa área com mais de dois hectares, estão divididos pelo terraço de Nápoles, naquele que é considerado o primeiro jardim ao estilo italiano em França, e o jardim contemporâneo, idealizado por Louis-Philippe ao estilo inglês no século XIX.
A vista a partir das muralhas, que também abrange os jardins, é um dos destaques deste monumento.
Depois desta visita, fizemos check-in no Hotel du Cygne, em Tours, e fomos visitar os mercados de Natal, onde o vinho quente e os petiscos, particularmente os queijos, nos convidam a ficar para jantar.
O PressTUR viajou a convite da Transavia
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