Na segunda parte desta viagem à descoberta dos châteaux do Val de Loire, decorados com instalações natalícias, visitamos a Cidade Real de Loches.
A Cidade Real de Loches é um excelente exemplo de uma elegante forma de arquitectura militar, erguida no topo de uma montanha rochosa e rodeada por muralhas. Conta com dois edifícios principais, a Casa Real e o seu Torreão.
O Conde de Anjou mandou erguer estas fortificações no século XI, sendo que a sua construção continuou a ser desenvolvida ao longo de cinco séculos, com uma série de melhorias. Durante o reinado de Louis XI, o Torreão funcionou como masmorra do Estado francês.

A Casa Real é considerada uma pérola do final da Idade Média, com o seu Torreão com quase 40 metros de altura.
Na entrada da Casa Real somos recebidos com uma série de estátuas de cães, de diferentes raças de caça, numa espécie de homenagem à prática por parte da nobreza desta região.
Aqui, a temática da instalação de Natal é dedicada à “Alice no País das Maravilhas”, de Lewis Carol, com um twist natalício. E, por isso, até ao final da viagem, a banda sonora na minha cabeça foi “White Rabbit” de Jefferson Airplane.

A Rainha de Copas, o Chapeleiro Louco, e a inevitável Alice, entre outras personagens e cenários do conto de Lewis Carrol, marcam presença em diferentes espaços desta cidade real, com um jogo interactivo.

E por falar em personagens famosas, mas desta vez históricas e não fictícias, foi na Casa Real de Loches que o futuro rei Charles VII recebeu Joan D’Arc, tendo Joan persuadido Charles a ser coroado em Reims, e foi também neste local que o Rei Charles VII viveu o seu romance com Agnès Sorel, que aqui se encontra sepultada.
No Torreão, que funcionou como masmorra, é possível encontrar marcas, assinaturas e desenhos dos ‘inquilinos indesejados’ deste local, como é o caso de Ludovico Sforza, duque de Milão, Jean II, Duque de Alençon, Philippe de Commines, e Jean de Poitiers, entre outros.
Um dos destaques desta cidade real é o oratório de Anne de Bretagne, ao estilo gótico, esposa de Charles VIII, Rei de França, e coroada Rainha, para depois da morte do Rei casar com o novo Rei, desta vez Louis XII, e novamente coroada Rainha de França. Curiosamente, Anne de Bretagne já tinha sido casada com Maximiliano I, Rei dos Romanos e posteriormente Imperador do Sacro Império Romano-Germânico.
A Cidade Real de Loches conta com a tecnologia Histopad, uma espécie de tablet com câmara que regista um determinado código num determinado local do monumento e oferece a explicação e contexto histórico do local.

Depois de Loches visitámos uma produção de queijo chévre, um dos produtos mais populares desta região, e seguimos para os Loire Valley Lodges.

Os Loire Valley Lodges são elegantes chalés em madeira, elevados a cerca três metros do solo, com jacuzzi na varanda, e cada um com o seu estilo próprio. O edifício principal onde são servidas as refeições tem na sua frente uma convidativa piscina.
Cada um dos chalés encontra-se afastado da casa principal, que também é recepção, e o caminho para os aposentos faz-se por entre a Natureza ou de transfer. O pequeno-almoço é servido num cesto que o hóspede puxa até chegar este chegar à varanda.
Abre-se o cesto e o aroma de croissant acabado de fazer convida-nos a passar um bom bocado à mesa, a experimentar o variado pequeno-almoço que cabe naquele cesto.
A caminhada até ao edifício principal proporciona um agradável passeio na Natureza, rodeado de árvores e com possibilidade de ver os outros chalés.
Daqui seguimos para o Château de Chenonceau.
O PressTUR viajou a convite da Transavia
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