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Aumento de capacidade das companhias aéreas abranda em Março devido à guerra

Além da subida dos preços dos voos, a guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel também está a afectar a capacidade colocada no mercado pelas companhias aéreas, revelou hoje a IATA.

“Fevereiro foi um mês forte” e demonstrou que os aspectos fundamentais “para o crescimento da procura estavam presentes para um ano positivo”, afirmou o director-geral da IATA, Willie Walsh, citado num comunicado divulgado esta terça-feira.

“No entanto, desconhecendo a duração e a intensidade da guerra no Médio Oriente, é impossível quantificar o impacto total que terá nas perspectivas das companhias aéreas”, acrescentou Willie Walsh.

No entanto, “algumas coisas já são claras”, designadamente o aumento do preço do combustível. “Com a capacidade limitada e as margens reduzidas, as passagens aéreas já estão a subir”.

Por outro lado, “a alocação de capacidade também está a ser ajustada, principalmente para o tráfego de, para ou através do Médio Oriente, ou em áreas onde o fornecimento de combustível é um problema”, salientou o director-geral da IATA.

“O crescimento da capacidade previsto para Março, por exemplo, diminuiu para 3,3%, face às previsões anteriores de mais de 5%”, revelou Willie Walsh.

A informação divulgada hoje pela IATA, que é a maior associação internacional de companhias aéreas, mostra que o tráfego de passageiros (medido em RPK, ou seja, número de passageiros multiplicado pelo número de quilómetros voados), em Fevereiro, subiu 6,1% em relação ao mês homólogo de 2025.

A capacidade (medida em ASK, ou seja, número de lugares multiplicado pelos quilómetros voados) aumentou 5,6%.

Com a subida da procura superior ao aumento da capacidade, as companhias aéreas alcançaram um novo recorde de ocupação média para um mês de Fevereiro, alcançando os 81,4%, mais 0,3 pontos percentuais que um ano antes.

Analisando apenas os voos internacionais, os dados divulgados pela IATA indicam que a procura aumentou 5,9% em Fevereiro, mais do que a capacidade (5,3%), levando a uma ocupação média de 82,8%, mais 0,1 p.p. que em Fevereiro de 2025.

As companhias aéreas europeias registaram um crescimento de 5% na procura internacional, superior ao aumento de capacidade (+4,5%), levando a um aumento de 0,4 p.p. na ocupação média, para 75,6%.

As transportadoras do Médio Oriente registaram uma descida da ocupação média, menos 2,2 p.p., para 79,6%, devido a um aumento de capacidade (+3,8%) superior ao aumento da procura (+0,9%).

O maior aumento de ocupação média verificou-se nas companhias aéreas da América Latina, em 3,1 p.p., para 85%, graças a um aumento da procura em 13,5%, superior ao aumento da capacidade (+9,3%).

As companhias aéreas norte-americanas registaram um aumento de procura internacional em 5%, de capacidade em 2,4% e de ocupação em 2 p.p., para 80,9%.

Na Ásia e Pacífico, a procura aumentou 8,6% e a capacidade, 7,3%, levando a uma subida de 1 p.p. na ocupação, para 86,6%.

Em África, as companhias aéreas registaram um aumento do tráfego internacional em 4,8%, mas a capacidade aumentou mais (6,6%), levando a uma quebra de 1,3 p.p. na ocupação, para 74,5%.

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Para aceder ao site da IATA clique aqui.

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