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Com mercado britânico “a arrefecer”, turismo quer captar novos mercados – Francisco Calheiros

O presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), Francisco Calheiros, afirmou que o maior mercado emissor de turistas para Portugal, o Reino Unido, “tem estado a arrefecer”, e defendeu que é necessário “captar novos mercados” na América Latina e na Ásia, e reforçar a aposta nos Estados Unidos.

“Sendo ainda líder, o mercado britânico, por exemplo, tem estado a arrefecer, pelo que é necessário garantir novas rotas para captar novos mercados, como por exemplo, países da América Latina, e reforçar mercados como o norte-americano”, afirmou o presidente da CTP na inauguração do 22º Congresso da ADHP – Associação de Diretores de Hotéis de Portugal, a decorrer em Elvas.

No ano passado, as dormidas de residentes no Reino Unido em estabelecimentos de alojamento turístico em Portugal baixaram 1,5% em relação a 2024. No entanto, o mercado britânico manteve a liderança com mais de 10 milhões de dormidas, o que corresponde a 17,7% do total, de acordo com os dados do INE recolhidos pelo PressTUR.

O Reino Unido também continua a ser o maior mercado para Portugal em gastos com viagens e turismo, com 4.276,1 milhões de euros em 2025, mais 3,5% que em 2024, de acordo com os dados do Banco de Portugal recolhidos pelo PressTUR.

“Para garantir um crescimento sustentável do turismo em Portugal, para que continue a gerar valor para o país, temos de assentar a nossa estratégia na captação de novos mercados e seduzir turistas com maior poder de compra”, defendeu Francisco Calheiros.

O presidente da CTP sublinhou que “os Estados Unidos são um bom exemplo de um mercado que gera valor” e no qual o país e as empresas devem “continuar a apostar”.

As dormidas realizadas por residentes dos Estados Unidos em estabelecimentos de alojamento turístico em Portugal, em 2025, aumentaram 4,9% ou 257,3 mil em relação a 2024, o que corresponde a quase 60% do aumento total de dormidas de estrangeiros. Clique para ler: Turistas dos Estados Unidos fizeram quase 60% do aumento de dormidas de estrangeiros em Portugal em 2025.

Os residentes nos Estados Unidos gastaram em viagens e turismo em Portugal, no ano passado, 3.137 milhões de euros, mais 231,94 milhões de euros (+8%) que no ano anterior, o que corresponde a 16,7% do aumento total das exportações turísticas portuguesas. Clique para ler: Turistas dos EUA e Alemanha foram os que mais contribuíram para o aumento das receitas turísticas em Portugal em 2025.

Também “o mercado asiático continua a ser importante” e “devemos continuar o investimento de captação de turistas, por exemplo, na China, no Japão e na Coreia do Sul”, acrescentou Francisco Calheiros.

Os dados do Banco de Portugal recolhidos pelo PressTUR mostram que os residentes na Coreia do Sul gastaram 140,1 milhões de euros em viagens e turismo em Portugal no ano passado, mais 44% que um ano antes, enquanto os residentes no Japão gastaram 52,4 milhões (+20,7%) e os residentes na China, 174,5 milhões (+12,6%).

Para captar novos mercados, “as ligações aéreas têm aqui um papel determinante”, sublinhou o presidente da CTP. “As actuais ligações directas com cidades dos Estados Unidos e com a capital da Coreia do Sul são essenciais e será até desejável haver um reforço destas rotas”.

A abertura de novas rotas, no entanto, “continuará a ser mais difícil sem um novo aeroporto [na região de Lisboa], ou no mínimo sem uma solução intermédia, como sempre tenho defendido”, acrescentou Francisco Calheiros.

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