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RJET, aeroporto, comboios, excesso de turismo – as outras preocupações da ADHP

O presidente da ADHP, Fernando Garrido, no discurso inaugural do 22º Congresso da Associação, além da preocupação com o Médio Oriente, falou sobre o RJET, as infraestruturas de acesso ao país e da percepção de excesso de turismo.

Fernando Garrido salientou que os estabelecimentos de alojamento turístico em Portugal somaram 82 milhões de dormidas em 2025, +2,2% que em 2024, referindo que “continua a superar, ano após ano, os melhores resultados de sempre”.

De forma a garantir este desempenho, o presidente da ADHP chamou a atenção para alguns pontos que levantam preocupações, como o Médio Oriente (Hotéis começam a sentir impacto dos ataques americanos e israelitas ao Irão).

Em relação ao mercado norte-americano, as dormidas por parte de residentes nos EUA em Portugal aumentaram 4,9% ou 257,3 mil em relação a 2024, o que corresponde a quase 60% do aumento total de dormidas de estrangeiros (57,8%).

Em 2024, os Estados Unidos subiram a 3º maior mercado internacional em número de dormidas no alojamento turístico português e representam uma quota de 9,6% do total de dormidas.

As outras preocupações incluem a espera para a entrada em vigor do RJET, para reforçar o enquadramento profissional no sector; a falta de infraestruturas, particularmente a saturação do Aeroporto de Lisboa; e a falta de uma ferrovia e alta-velocidade.

Finalmente, o presidente da associação aponta para “o aparecimento de alguns movimentos que apregoam o excesso de turismo”, afirmando que estes não reflectem a opinião da maioria da população, de acordo com estudos realizados a populações locais, sem especificar os mesmos, mas sim o facto de “se lhes dar palco, e falarem mais alto, passam a ser considerados como a opinião geral”.

No entanto, reconheceu que é fundamental “criar condições para uma melhoria de experiências do turismo que consequentemente dará uma qualidade à população local, oferecendo o exemplo do acesso a monumentos e exposições, com agendamento antecipado, promovendo um turismo mais organizado”.

Dados divulgados pelo Banco de Portugal mostram que, em 2025, as receitas turísticas portuguesas aumentaram 1.385,4 milhões euros em relação ao ano anterior, chegando aos 29,131 mil milhões de euros, +5% que no ano recorde anterior, 2024.

O alojamento turístico em Portugal registou 7,2 mil milhões em proveitos, +7,2% ou 480 milhões que em 2024.

O número de dormidas de estrangeiros em hotéis em Portugal quase chegou aos 57 milhões, +0,8% que em 2024, correspondendo a 25,7% do aumento total de dormidas, enquanto que o mercado doméstico cresceu 5,4% de 2024 para 2025, com mais 1,286 milhões de dormidas de portugueses, o que representa 74,3% do aumento total de dormidas. Conclui-se que o mercado doméstico foi responsável por 74% do aumento total de dormidas.

A taxa média de ocupação alcançou os 57,9%, mais 0,1 pontos percentuais que um ano antes.

O preço médio (ADR, receita por quarto ocupado), por sua vez, aumentou 4% em 2025, alcançando os 124,9 euros.

Os proveitos de aposento, que resultam apenas das dormidas, aproximaram-se dos 5,5 mil milhões de euros, o que significa um aumento de 6,8% ou 351 milhões de euros em relação a 2024.

As receitas que os estabelecimentos arrecadaram por cada quarto disponível (RevPAR: proveitos de aposento a dividir pelo número de quartos disponíveis), alcançaram os 72,4 euros, o que significa um aumento de 4,3% em relação a 2024.

Ver também:

Com mercado britânico “a arrefecer”, turismo quer captar novos mercados – Francisco Calheiros

Hotéis começam a sentir impacto dos ataques americanos e israelitas ao Irão

Para aceder ao site da ADHP clique aqui.

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