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MSC tem cinco charters para repatriar passageiros afectados pelas consequências do ataque ao Irão

A MSC Cruzeiros anunciou que tem cinco charters para repatriar passageiros no seguimento das consequências do ataque não-provocado dos Estados Unidos e Israel ao Irão.

A companhia indica que o primeiro voo está previsto para hoje, 5 de Março, e que no total esta operação vai permitir que cerca de 1.000 passageiros abandonem a região até Sábado.

A MSC indica ainda que está a explorar todas as alternativas para os restantes passageiros, como voos comerciais, outras opções charter e soluções coordenadas com o apoio do governo.

A 28 de Fevereiro, os Estados Unidos e Israel decidiram atacar o Irão, sem qualquer tipo de provocação, numa violação do Direito Internacional. As consequências para a economia global estão a ser devastadoras, com a resposta do Irão a afectar aeroportos, portos e bases militares norte-americanas em diferentes países da região.

O estreito de Hormuz está sob controlo iraniano, perturbando o sector da energia, sendo que faz de parte de uma rota por onde passa cerca de 20% a 30% do gás e petróleo transaccionado em todo o mundo. Os preços dos combustíveis já começaram a subir.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do actual governo, Paulo Rangel, de acordo com a Euronews, deu “autorização condicional para o uso da base” das Lages, nos Açores, um acto reminiscente da Cimeira dos Açores, onde foi decidido pelos governos dos Estados Unidos, Reino Unido, Espanha e Portugal, como anfitrião, a invasão do Iraque, que teve consequências desastrosas para a economia mundial, para o Médio Oriente e para os afectados por entre 500 mil a um milhão de iraquianos mortos.

Na altura, o primeiro-ministro era José Manuel Durão Barroso, também ele, à semelhança do actual primeiro-ministro, partidário do PSD, embora tenha começado a sua ‘carreira’ política no PCTP/MRPP. Abandonou o cargo de primeiro-ministro de Portugal para ser presidente da Comissão Europeia em 2004, um ano depois da invasão do Iraque. Desempenhou o cargo durante uma década antes de ‘assinar’ pelo Banco Goldman Sachs International como presidente não-executivo.

Por outro lado, o Governo espanhol aprendeu com os seus erros e decidiu opôr-se a esta intervenção que viola o Direito Internacional. Pedro Sánchez, do PSOE, Partido Socialista Obrero Español, optou por seguir o caminho inverso que seguiu, na altura, José Maria Aznar, neoliberal do Partido Popular.

Em 11 de Março de 2004, foram realizados ataques terroristas no sistema ferroviário de Madrid, resultando em quase 200 mortos. O Partido Popular de Aznar defendeu na altura que os ataques tinham sido realizados por parte da ETA, organização separatista do País Basco, quando na verdade se verificou que tinha sido a al-Qaeda, como resposta à participação de Espanha na destruição do Iraque.

Veja também: Ataques dos Estados Unidos e Israel devem custar 50 milhões à Wizz Air

Saiba mais no site da companhia.

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