O Orango Parque Hotel, alojamento da Fundação CBD-Habitat, que trabalha em preservação ambiental e comunitária nos Bijagós, Guiné-Bissau, encerrou até Setembro e fez o balanço desta temporada.
O Orango Parque Hotel encerrou em Julho, como é padrão nos últimos 15 anos, com o início da estação das chuvas na Guiné-bissau, e fez um balanço da temporada que começou em Outubro de 2024 e culminou com a integração dos ecossistemas costais e marinhos do Arquipélago dos Bijagós na lista de Património Natural Mundial da UNESCO.
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O Orango Parque Hotel, em colaboração com a Fundação CBD-Habitat e o IBAP (Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas), continua a oferecer uma experiência aos visitantes que inclui alojamento tradicional, actividades conduzidas por elementos do povo bijagó, e a possibilidade de contribuir com apoio directo a projectos educativos e de saúde na ilha.
É importante ressalvar que o trabalho do Orango Parque Hotel tem o intuito de proteger não só o Parque Nacional de Orango, mas também o bem-estar das comunidades que povoam a ilha.
Nesta temporada que passou, com o apoio da Fundação Europamundo, foi proporcionada formação especializada a colaboradores do hotel e outros membros da comunidade, perfazendo 27 pessoas. Especialização em inglês, reparação de motores, atendimento ao visitante e orientação de grupos turísticos foram as temáticas leccionadas.
A temporada marcou o início de uma nova experiência, com o músico guineense Nino Galissa, que recebe participantes na sua casa para um jantar, sendo os fundos resultantes desta iniciativa destinados à construção de uma escola de música dedicada à preservação da tradição da kora, instrumento musical originário da Guiné-Bissau. O comunicado do Orango Parque indica que na próxima temporada já se perspectiva que a escola possa receber os primeiros alunos.
Em termos internacionais, com o Museu Nacional de Antropologia, em Madrid, e com a Embaixada da Guiné-Bissau em Espanha, foi possível levar o Carnaval da Guiné-Bissau até à capital espanhola, em Fevereiro, com uma actuação do músico Patche di Rima. Madrid teve a oportunidade de ter um lamiré de “uma festividade cheia de cor, máscaras e danças ancestrais que paralisa a capital da Guiné-Bissau durante três dias”.
No que diz respeito à principal missão deste espaço, a conservação do meio-ambiente e social dos Bijagós, no Outono de 2024, a equipa do Orango Parque participou numa expedição dedicada à protecção de espécies marinhas ameaçadas. Foram efectuadas a captura e a marcação de tubarões e raias, num projecto de colaboração entre a Fundação CBD-Habitat, o IBAP, e o PRCM, Programa Regional Costeiro e Marinho.
O comunicado do Orango Parque destacou o peixe-guitarra de barbas negras, glaucostegus cemiculus, ou kassapaï em crioulo, que é uma espécie de raia em risco crítico de extinção. Foram marcados exemplares com transmissores, que são acessíveis via satélite, e também foi dada formação a observadores de pesca locais, e desenvolvidas campanhas de sensibilização na Universidade Lusófona de Bissau e nos meios de comunicação locais.
Esta temporada terminou com a Ilha de Orango, onde se encontra o Orango Parque Hotel, a ser declarada Património Natural Mundial pela UNESCO.
O Orango Parque regressa já em Setembro, depois da época das chuvas, preparado para continuar a receber visitantes e a trabalhar para a conservação da Natureza e comunidades do riquíssimo Arquipélago dos Bijagós.
O PressTUR teve a oportunidade de visitar o Arquipélago dos Bijagós por duas ocasiões, com a euroAtlantic em 2017 e, mais recentemente, com a TAP Air Portugal, e o Orango Parque Hotel. Consulte a reportagem, e os sete diferentes artigos, sobre este destino único clicando em “De Bissau aos Bijagós“.
Saiba mais no site do Orango Parque Hotel.





