O presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), Francisco Calheiros, manifestou hoje a sua preocupação com a instabilidade política, defendendo que “o país e o turismo precisam de estabilidade para que sejam tomadas as medidas necessárias à nossa actividade”.
Na abertura do 21º Congresso da Associação dos Directores de Hotéis de Portugal (ADHP), Francisco Calheiros indicou ter dúvidas de que a instabilidade política dure apenas dois meses, até às eleições, porque “uma necesária maioria governativa, ao que tudo indica, não vai acontecer”.
Esta situação torna-se “preocupante porque o país e o turismo precisam de estabilidade para que sejam tomadas medidas necessárias à nossa actividade”, enfatizou o presidente da CTP.
Francisco Calheiros aproveitou a ocasião para salientar o “trabalho de excelência e de resiliência” dos directores de hotéis. “Bem sabemos como a gestão de um hotel continua a ser muito desafiante”, com diferentes componentes de gestão e o cariz mutável das mesmas.
Nesse sentido, o presidente da CTP destacou a importância dada à “inovação e à inclusão, vertentes que são, e muito bem, o tema principal deste congresso”.
Em relação a inteligência artificial e tecnologia avançada, Francisco Calheiros indicou que “os hotéis têm de estar preparados para as novas soluções de gestão, de forma a permanecerem concorrenciais”, e isso acarreta uma contínua actualização de conhecimentos e mão-de-obra qualificada.
Abordando o crescimento sustentável do turismo e do país, o presidente da CTP afirmou que devem ser considerados factores no domínio das “acessibilidades, como a existência de um novo aeroporto e uma linha férrea mais moderna, com ligações em TGV, a solução para a TAP, mas também a redução da carga fiscal”.
“Infelizmente muito do que acabei de referir irá atrasar devido ao actual momento político do país” ressalvou o dirigente. “Por isso, a CTP espera que a situação política e governamental em Portugal seja clarificada de uma forma célere”.
“Neste momento de grande incerteza devemos mantermo-nos firmes e resilientes, como disse um dia William Shakespere: «não está nas estrelas o nosso destino, mas em nós mesmos»”, numa referência à obra Júlio César.
Ver também: Presidente da ADHP pede que “incerteza política” não apague o trabalho realizado no turismo
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