Os operadores turísticos Solférias e Sonhando, que têm contratados voos charter de Lisboa e Porto para Hurghada, no Egipto, este Verão, emitiram um comunicado a destacar que a estância balnear fica “muitíssimo distante” das regiões egípcias para onde são desaconselhadas viagens.
O comunicado começa por sublinhar que as recomendações do governo português relativamente a viagens ao Egipto “prendem-se essencialmente com a circulação na Península do Sinai, zona Norte do país, em particular na zona fronteiriça com Israel e a Faixa de Gaza”, que fica “muitíssimo distante” de zonas balneares como Hurghada.
A distância entre Hurghada e Rafah, cidade que faz fronteira entre o Egipto e a Faixa de Gaza, é de cerca de 720 quilómetros por estrada, de acordo com informações do Google Maps recolhidas pelo PressTUR.
Além da distância e da “imensidão” do país, a Solférias sublinha que as recomendações do governo português relativamente ao Egipto “são já prévias” à guerra na Palestina. Ainda assim, “estamos, como sempre, atentos e a acompanhar o desenrolar da situação”, garante o operador turístico.
Nas recomendações sobre o Egipto, o governo português recomenda que “as viagens turísticas sejam efectuadas através de operadores turísticos credíveis”.
O último aviso do governo no Portal das Comunidades Portuguesas, actualizado a 14 de Abril, sublinha que “o centro do Cairo e de Alexandria e respectivas atracções turísticas oferecem condições de segurança adequadas”, mas recomenda “que se evitem as zonas das cidades onde os estrangeiros não se deslocam normalmente”.
O portal destaca que a área dos templos entre Luxor e Assuão, assim como estas duas cidades, “oferecem condições de segurança satisfatórias”, sendo o cruzeiro entre as duas cidades “a forma mais segura de visitar os templos”.
A estrada do Mar Vermelho, que vai do Cairo até Marsa Alam, “oferece condições de segurança suficientes”, garante o governo português. Sobre o litoral mediterrânico, de Alexandria a Marsa Matrouh, o portal indica que também existem condições de segurança satisfatórias.
O governo desaconselha “quaisquer viagens às áreas fronteiriças com a Líbia e o Sudão, bem como ao Norte da península do Sinai (a Norte de um eixo Taba/Suez)”.
Além destas regiões, “desaconselham-se as viagens ao Deserto Ocidental abaixo de Fayoum (Bahareya, Farfara, Dakhla e Kharga), designadamente em carro privado, em vez de operador turístico, e excursões fora da estrada asfaltada. Entre o Cairo e Assuão, por via terrestre, “deve ser utilizada a estrada do Nilo, na sua margem oriental”.
O governo português desaconselha “viagens não essenciais, por via terrestre, ao Sul da península do Sinai, (a Sul de um eixo Taba-Suez)”. Por ser uma zona fortemente militarizada “é desaconselhado guiar o próprio veículo”.
Para viajar para Sharm-el-Sheik, o portal indica que “deverá ser privilegiada uma ligação aérea” e “viagem organizada ou automóvel com condutor a partir dessa estação balnear”. O governo salienta que “a linha Sharm-el-Sheikh-Taba e Sharm-el-Sheikh-Santa Catarina é muito militarizada e oferece assim condições de segurança razoáveis”, mas desaconselha deslocações nocturnas.
Portugal desaconselha “a utilização da fronteira terrestre de Taba com Israel e Jordânia, por ser pouco frequentada e com fortes controlos”, e defende que “deve ser usada uma ligação aérea a partir do Cairo”. Em todo o caso, “desaconselha-se qualquer tentativa de atravessar a fronteira por Gaza”.
Nota: O operador turístico Sonhando, que comercializa em parceria com a Solférias os voos charter para Hurghada, emitiu esta tarde o mesmo comunicado enviado durante a manhã pela Solférias
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O PressTUR esteve no Egipto no ano passado. Para ler a reportagem clique: Hurghada: as três facetas de um destino à beira mar / ou consulte a área de Viagens & Experiências





