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Vila Valverde: hotel rural de 5-estrelas no Algarve quer conquistar portugueses

Quantos de nós podem dar-se ao luxo de “desenhar” a sua própria casa de sonho? Se a probabilidade se alargar a um hotel, quão baixo será o resultado? Pois, mas foi mesmo essa sensação de criação que Luís Tavares, o proprietário do único hotel rural de 5-estrelas do Algarve, o Vila Valverde, em Lagos, teve durante um almoço com o amigo de longa data, o premiado arquiteto Mário Martins.

O terreno “perfeito” para o projecto estava comprado, depois de anos de ‘namoro’ com a família de agricultores a quem pertencia a quinta, e estava na hora de materializar o sonho, conta Luís Tavares.  “O Mário Martins incentivou-me a colocar no papel aquilo que eu realmente imaginava para o meu espaço e, entretanto, ia desenhando em paralelo. No final, perguntou-me – ‘é isto que tu queres?’. E era exatamente aquilo que eu queria”, recorda.

Percebe-se o orgulho na voz assim que transpomos as portas e entramos na recepção deste pequeno grande hotel, de apenas 15 quartos, projectado ao detalhe para um luxo despretencioso.

Pode um espaço enorme, muito amplo, que agrega recepção, sala de estar e uma outra de refeições, tudo em ‘open-space’, com um pé-direito imponente, ser ao mesmo tempo aconchegante, apesar da escala? Sim, pode. E é exactamente isso que se sente assim que colocamos o pé no hotel.

À mestria de Mário Martins que deu escala, luz a rodos e uma espacialidade muito dinâmica ao local, juntou-se a ‘expertise’ da também premiada designer de interiores Nini Andrade Silva que trouxe a serenidade dos tons pastel e as peças únicas, perfeitas em tamanho, colocadas exactamente onde devem estar…

Mas, na realidade, o impacto visual começa um pouco antes, assim que se transpõe o portão da antiga herdade, hoje transformada numa espécie de oásis-refúgio em pleno bulício da turística região algarvia. Verde, muito verde, palmeiras e árvores e arbustos autóctones, um pequeno lago, uma piscina de água natural e pássaros e passarinhos, recebem-nos assim que entramos na propriedade. É, de facto, um bálsamo imediato. Enquanto o carro percorre as poucas centenas de metros que nos distanciam do edifício do Vila Valverde Design & Country Hotel, vislumbramos inúmeros recantos, todos eles talhados para o relaxamento.

Sabemos que a Praias da Luz e a Meia Praia estão a escassos minutos, bem como quatro campos de golfe, o mais perto dos quais a cinco minutos a pé (Boavista)  e o mais distante a 15 minutos de carro (Santo António), mas quem aqui entra e sente o mundo desacelerar, só relutantemente quer daqui sair. Não admira que as estadias médias sejam acima dos cinco dias. Aqui é mesmo para descansar.

O facto do pequeno hotel estar integrado em reserva agrícola, significa que a esmagadora maioria dos 52.000 m2 de terreno são mesmo destinados à natureza pois é proibido construir. E ainda bem.

Há espaço para uma horta biológica que fornece legumes, frutas e azeite usados diariamente no restaurante do hotel (também aberto a clientes externos) e também há espaço para criar galinhas que dão ovos à séria, para o tal lago onde nem sequer faltam sapos e uma piscina exterior sem cloro, abastecida com água de uma nascente e que vem complementar a piscina interior que está integrada no Spa.

“Temos uma mina de água que é de um valor incalculável para a propriedade. Aqui até se pode beber a água da piscina. Não tem cloro”, graceja Luís Tavares.

“A água da mina é canalizada para a piscina e quando atinge um certo nível, segue depois para o canal e dali para o lago. Também temos um tanque grande que retém a água das chuvas que usamos para regar toda esta zona exterior”, detalha o empresário de hotelaria, num dos terraços da unidade, com uma vista soberba para o mar e para o tal vale verde que dá nome ao hotel.

Em alguns dos quartos até é possível ver o mar enquanto se toma banho, um luxo sem preço. Nos quartos salta também à vista a dimensão, uma média de 62 m2, imagine-se, tamanho de um T1 de áreas generosas. Uma largueza de espaço que ajudou a subir a fasquia para as 5-estrelas. “Esteve para ser um hotel 4-estrelas e foi a própria Direcção-Geral de Turismo que disse que nos podíamos candidatar às 5-estrelas, pois até as suites preenchiam os requisitos”, conta o hoteleiro, que criou neste refúgio algarvio, em Lagos, exactamente o hotel que reúne tudo aquilo que ele mais aprecia na vida quando está de férias.

“Fui o fundador de uma das maiores agências de turismo de ‘incoming’ do país, a Portimar. Conhecia os operadores todos, visitei todos os hotéis, apreendi bem o que gostava e o que não queria de todo aqui”, recorda Luís Tavares.

No top dos seus clientes mais representativos estão os alemães e os suíços, seguindo-se os americanos e depois uma dispersão de nacionalidades onde se encontram os italianos, franceses e britânicos. Os portugueses são ainda pouco representativos. “É uma fatia interessantíssima do mercado e tenho alguns, mas não é como os outros, que aqui estão tão bem representados e que chegam a ficar 10 ou mais dias”, realça ainda o responsável.

Os preços da diária variam consoante a época, mas neste momento, os preços rondam os 300 euros.

Para aceder ao site do hotel clique aqui.

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