O novo Vila Galé Casas d’Elvas “é um hotel diferenciado, com muita história” e com potencial para atrair visitantes dos Estados Unidos e do Brasil, destacou o presidente do grupo hoteleiro este Sábado, na apresentação do empreendimento.
Jorge Rebelo de Almeida admite que o investimento em “locais menos óbvios” a nível turístico é “mais sofrido”, mas resulta. “Gostamos de recuperar património histórico porque acreditamos que o país precisa de hotéis diferenciados e inovadores. Os turistas não querem vir para hotéis que são iguais em todo o mundo”, defendeu o executivo.
Apresentado este Sábado, mas sem data prevista para abrir (clique para ler: Novo Vila Galé em Elvas tem tudo para funcionar, menos permissão para abrir), o hotel resulta da recuperação das casas de uma antiga fábrica de ameixa, dos ex-edifícios do aljube eclesiástico e do antigo Conselho de Guerra do séc XVII.
O hotel tem 44 quartos, uma piscina panorâmica, um restaurante de cozinha italiana e uma sala de eventos. Os hóspedes terão acesso às instalações e serviços do Vila Galé Collection Elvas, a poucos metros de distância, com dois restaurantes, um bar, uma piscina e um Spa.
O Vila Galé Casas d’Elvas resulta da recuperação de várias construções e, por isso, cada quarto apresenta uma configuração diferente, com um tema em comum: a pintura. Cada quarto tem o nome de um pintor e um painel ilustrativo sobre o mesmo.
O hotel é como uma pequena aldeia, com uma rua que hóspedes percorrem para chegar aos quartos, decorada com canteiros e elementos históricos, incluindo antigos candeeiros, uma cabine telefónica e um marco dos correios.
O elemento central do empreendimento é a piscina, rodeada de espreguiçadeiras e com vista sobre a cidade.
Atrair turistas dos Estados Unidos e Brasil
A procura por novos hotéis no interior “não é imediata, mas é um trabalho que nos diferencia dos outros”, destacou o administrador da empresa, Gonçalo Rebelo de Almeida, também presente na apresentação do hotel.
A primeira unidade da Vila Galé em Elvas, inaugurada em 2019, começou por apresentar um preço médio de 40 euros e ocupações entre 35% e 40%, mas actualmente “tem perto de 60% de ocupação e um preço médio acima dos 100 euros”, revelou o administrador.
“Não havia tanto turismo, porque não havia tanta oferta”, defendeu Gonçalo Rebelo de Almeida.
Dados do INE recolhidos pelo PressTUR mostram que o preço médio dos estabelecimentos de alojamento turístico no Alentejo subiu 6,1% no passado, alcançando os 118,7 euros, o terceiro valor mais alto do país. Clique para ler: Preço médio do alojamento turístico na Grande Lisboa superou os 150 euros em 2024.
O mercado português “continua a ser o que melhor responde a este tipo de produtos em regiões do interior”, mas entre os mercados internacionais, os Estados Unidos, Canadá e Brasil são os que revelam “mais apetência”, de acordo com Gonçalo Rebelo de Almeida.
Os dados do INE recolhidos pelo PressTUR também mostram que os Estados Unidos foram o 4º maior mercado para o alojamento turístico em Portugal no ano passado, e o Brasil foi 7º. Clique para ler: Estados Unidos fizeram 18% do aumento das dormidas no alojamento turístico em Portugal.
A nível de gastos de turistas estrangeiros em Portugal, os Estados Unidos subiram a 4º maior mercado no ano passado, de acordo com os dados do Banco de Portugal recolhidos pelo PressTUR. Clique para ler: Turistas dos Estados Unidos gastaram 2,87 mil milhões de euros em Portugal em 2024.
O PressTUR esteve em Elvas a convite da Vila Galé





