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Vê Portugal: Boom Festival quer dar origem à Boomland

O Vê Portugal – IX Fórum de Turismo Interno, que decorreu na Covilhã entre 29 e 31 de Maio, contou com a participação de Alfredo Vasconcelos, co-proprietário e produtor executivo do Boom Festival, que apresentou algumas das medidas de sustentabilidade do festival e propostas para a criação de um parque mundial de eventos sustentáveis.

Alfredo Vasconcelos começou a sua apresentação afirmando que acredita que a sua geração será a primeira que provavelmente vai deixar um futuro pior para os seus filhos do que aquele que a sua geração teve, sublinhando as componentes sociais e ambientais.

Vasconcelos falou sobre o projecto do Boom Festival, fundado em 1997, e que actualmente é um festival multidisciplinar com 21 palcos, independente de patrocínios, marcas e financiamento público, e que conta com 10 distinções internacionais na área do ambiente e sustentabilidade.

Além das práticas de sustentabilidade do evento, o impacto económico e social do festival é verificável em Idanha-a-Nova e na região Centro, seja através do apoio financeiro à Fundação Álvaro de Carvalho, que disponibiliza acesso a cuidados de saúde a idosos, e do CERAS, que se centra na recuperação de animais selvagens.

O próximo passo do Boom será a criação da Boomland, na propriedade de 180 hectares onde decorre o festival, e que tem o objectivo ambicioso de ser o primeiro Wellness Eco Park da Europa, e fazer de Idanha-a-Nova a capital mundial do bem-estar até 2030.

Este projecto pretende ser um parque mundial de eventos sustentáveis e uma referência na mostra de tecnologia verde para eventos, além de trazer público internacional para a região através da promoção de actividades culturais, de wellness e educativas, disponiblizar estruturas para aumentar a capcidade produtiva das organizações envolvidas, e ser um espaço de intervenção comunitária na região de Idanha-a-Nova que promova a inclusão social.

Actualmente, neste espaço já são realizados micro-eventos, meso-eventos como o Being Gathering (que recebeu 3.500 pessoas na mais recente edição), e o macro-evento de referência Boom Festival. Também são realizados cursos, acções de team building, e conferências, como o simpósio da Fundação Champalimaud que contou com a presença de investigadores internacionais.

O projecto para a BoomLand inclui a escola Boomland School, uma sala de concertos ao ar livre inspirada no anfiteatro do Red Rocks Park no Colorado, que vai contar com uma cobertura de painéis solares, e ainda o Boomland Studios, um espaço de criação para residências artísticas com inspiração no Real Work Studios.

A Boomland também tem o objectivo de ser uma aldeia solar, com uma série de áreas cobertas por painéis solares, como pode ser exemplo o parque de estacionamento coberto.

O turismo de Natureza também vai ser uma aposta da Boomland, com planos para um espaço residencial e de glamping, que pode ser utilizado para retiros e para os interessados em usufruir dos estúdios e das residências artísticas.

Em relação ao que é necessário para este projecto acontecer, Alfredo Vasconcelos partilhou a necessidade de haver licenciamento para parque temático e para a construção das estruturas propostas, uma nova conduta de água e uma maior capacidade de armazenamento, a criação da aldeia solar com a instalação dos paineís e estudar a injecção da energia produzida nas redes locais, construir a Boomschool, os estúdios e o anfiteatro, bem como instalações para cantina e restauração, armazéns e oficinas, e ainda a estruturação da área de glamping para turismo de Natureza.

Veja também: Tecnologia e distribuição da produção e riqueza como caminho para a sustentabilidade

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