A construção do novo Aeroporto de Lisboa, em Alcochete, só deverá começar em 2029, para entrar em funcionamento “a partir de 2035”.
O relatório técnico do novo Aeroporto de Lisboa, apresentado esta quarta-feira no Centro Cultural de Belém, indica que a construção custará entre 7,9 mil milhões e 8,9 mil milhões de euros, a preços de 2024, de acordo com a imprensa portuguesa.
As notícias indicam que a obra deverá começar em 2029 para ficar concluída em 2033, de forma a entrar em funcionamento “a partir de 2035”.
O arranque da obra ainda depende do Estudo de Impacte Ambiental, cuja versão final será submetida à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e ao Governo “até ao final do mês”, de acordo com um comunicado divulgado pela ANA / Vinci.
“Segue-se a avaliação pelas autoridades competentes e fase de projecto de execução e de arquitectura”, acrescenta a nota de imprensa.

Mais 20 milhões de passageiros que em 2025
O relatório entregue pela ANA Aeroportos / Vinci Airports ao Governo português indica que o Aeroporto Luís de Camões terá capacidade para 56 milhões de passageiros por ano quando abrir. A capacidade poderá ser reforçada para 85 milhões de passageiros anuais.
O actual Aeroporto de Lisboa, na Portela, recebeu 36,1 milhões de passageiros em 2025, o que significa que, quando abrir, o Aeroporto Luís de Camões terá capacidade para mais cerca de 20 milhões de passageiros do que o Aeroporto Humberto Delgado.
O comunicado da ANA / Vinci diz que “o projecto prevê duas pistas na fase inicial, 64 portas de embarque, 72 pontes de embarque em contacto, um terminal de passageiros com cerca de 500.000 metros quadrados e soluções tecnológicas orientadas para a optimização das operações e para a melhoria da experiência do passageiro”.

Acessibilidades
A nota de imprensa sublinha que o Governo português está a avançar com “acções preparatórias essenciais” à construção e operação do Novo Aeroporto de Lisboa (NAL), incluindo a desmilitarização do Campo de Tiro de Alcochete. O cronograma “prevê a libertação da área destinada ao NAL até 2029, a reestruturação do espaço aéreo, de forma a compatibilizar a operação do NAL com o restante tráfego aéreo civil e militar nacional, e o planeamento das infraestruturas de suporte indispensáveis, incluindo os sistemas de abastecimento de água, combustível, energia elétrica e telecomunicações”.
Sobre acessibilidades, o comunicado diz que o Aeroporto Luís de Camões “será servido por uma ligação ferroviária de alta velocidade, com um serviço shuttle directo ao centro de Lisboa em cerca de 20 minutos, através da Terceira Travessia do Tejo”. Contará também com uma rede rodoviária “desenhada de raiz para responder às necessidades da nova infraestrutura, incluindo mais de 250 quilómetros de novas vias e mais de 50 quilómetros de requalificação e melhoria da rede existente”.
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