O programa “Turismo Acolhe”, que entrou em vigor na terça-feira, dia 10, já tem disponíveis mais de 730 quartos em empreendimentos turísticos e de alojamento local, localizados em 52 concelhos do país, para acolher as pessoas afectadas pelas tempestades.
“Já temos 97 empreendimentos”, com 732 quartos, em 52 dos 68 concelhos abrangidos pelo programa, revelou o presidente do Turismo de Portugal, Carlos Abade, no encerramento do 35º Congresso Nacional de Hotelaria e Turismo, esta sexta-feira no Porto.
Sobre a adesão das pessoas ao programa, que também pretende assegurar alojamento aos trabalhadores das entidades públicas destacadas para as acções de reconstrução, “não temos uma visibilidade imediata”, mas “na próxima semana faremos um ponto de situação junto dos empreendimentos para apurar essa dimensão”, disse Carlos Abade aos jornalistas.
Os empreendimentos turísticos e alojamento local que aderirem ao “Turismo Acolhe” podem aceder a apoio financeiro assegurado pelo Turismo de Portugal. Clique para ler: Governo recorre ao alojamento turístico para acolher desalojados pela tempestade Kristin.
Ao discursar no encerramento do Congresso organizado pela Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), Carlos Abade enalteceu a resposta do turismo no “apoio às populações”, de “uma forma extraordinária”.
Agenda para a Ação Climática no Turismo 2030
O dirigente destacou a importância de “melhorar a gestão dos destinos” e “lidar cada vez melhor com os riscos climáticos”, anunciando que o Turismo de Portugal lançará “os primeiros passos para a agenda de ação climática no país e no turismo” durante a feira de turismo BTL. A apresentação está marcada para 26 de Fevereiro, às 11h. Ver também: Turismo de Portugal apresenta agenda para a acção climática, mas a Estratégia até 2035 continua sem data.
“Será uma dimensão particularmente importante para trabalharmos nos próximos tempos”, frisou o presidente do Turismo de Portugal.
Em declarações aos jornalistas, Carlos Abade sublinhou “a importância” da agenda “ao nível da preparação do país e das empresas para os riscos climáticos”.
“A situação que hoje vivemos também nos dá uma nota muito directa da importância desses temas”, acrescentou o dirigente.
Sobre os objectivos do Turismo de Portugal a longo prazo, Carlos Abade afirmou no seu discurso que o sector pretende “crescer com mais impacto”, porque “o turismo é um veículo, não é um fim de si mesmo, é um veículo para que possamos criar condições para que o país seja cada vez melhor, para que as pessoas possam viver cada vez melhor”, afirmou Carlos Abade.
Estratégia para o Turismo até 2035
Sobre a data de apresentação da Estratégia para o Turismo até 2035, que chegou a estar prevista para 18 de Dezembro de 2025, Carlos Abade indicou aos jornalistas que “seguramente que será muito brevemente apresentada”, sem avançar datas.
O PressTUR está no Porto a convite da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP)





