- Publicidade -
- Publicidade -

‘Temos de intervir no mito da ameaça dos trabalhadores migrantes’ – Pedro Machado

O secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado, afirmou que “temos de intervir” no “mito urbano” de que os migrantes representam uma ameaça “para os trabalhadores portugueses ou para Portugal”.

Pedro Machado, no decorrer da XX Convenção da Airmet, classificou de “mito urbano” a ideia “de que temos cada vez mais trabalhadores que podem de alguma forma ameaçar, e nós temos de intervir nessa matéria”.

Particularizando e desmistificando “a ameaça que estes trabalhadores representam para os trabalhadores portugueses ou para Portugal”, o secretário de Estado afirmou que “numa última publicação de 14 de Novembro, o saldo da contribuição destes migrantes para a segurança social portuguesa é de mais de 2 mil milhões de euros, e por isso nós estamos, por um lado, a captar mão-de-obra, que ajuda Portugal, mas estamos simultaneamente também a ter contribuintes líquidos que no saldo final, entre aquilo que recebem, muitos deles, com os programas de integração e aquilo que pagam por força da sua actividade profissional é francamente superior, e é bom nós também termos estas oportunidades para quebrar esses mitos, dessas ameaças que muitas vezes param em alguns sectores da nossa sociedade”.

No que concerne a acção nesse sentido, o secretário indicou que “o Turismo de Portugal tem uma dotação de 2,5 milhões de euros, através da sua rede de Escolas do Turismo de Portugal, em que vamos formar no mínimo 1000 pessoas numa parceria com a Confederação do Turismo para que a formação que fazemos a montante tenha ligação directa com a colocação desses trabalhadores”.

“É uma das 60 medidas que apresentamos no Acelerar a Economia”, acrescentou o secretário, afirmando que é uma formação de migrantes “numa parceria entre o Turismo de Portugal, a AIMA”, a quem vão pedir que faça a selecção”, e depois através da “Confederação do Turismo de Portugal, termos as empresas que vão receber esses migrantes”.

Vão ser módulos de 60, 90 dias, anunciados até final do ano, e com a perspectiva de ter trabalhadores formados antes do Verão.

Pedro Machado afirmou também que “estamos a fazer protocolos com Cabo Verde, com Angola, com São Tomé, com Timor, fizemos recentemente protocolos com o Uruguai”, e, recentemente, partilhou “a própria vontade da Arábia Saudita de poder contribuir e fazer cá formação para os seus quadros e reconhecendo Portugal como um ‘case’ de boas práticas internacionais”.

Clique aqui para consultar a página do Turismo de Portugal

- Publicidade-
- Publicidade -