A TAP anunciou hoje que prevê atenuar o impacto da subida dos preços do combustível com “ajustamentos de pricing alinhados com as tendências de mercado”, ou seja, através da implementação da tecnologia NDC (New Distribution Capability).
“O impacto da evolução dos preços do combustível deverá ser parcialmente mitigado do lado da receita, através de ajustamentos de pricing alinhados com as tendências de mercado e suportados por uma procura adicional robusta”, anunciou a companhia aérea portuguesa esta quinta-feira.
Os “ajustamentos de pricing” na TAP serão possíveis através da implementação da tecnologia NDC (New Distribution Capability), que permite melhorar a gestão dos preços, ajustando-os cada vez mais à disposição do cliente para pagar, como explicou em Dezembro de 2025, em entrevista ao PressTUR, o director de Distribuição e Estratégia Comercial da TAP, Justin Jovignot. Clique para ler: TAP avança na era NDC: 2026 será o ano da transição – Justin Jovignot.
Nas perspectivas para 2026 divulgadas esta quinta-feira, a TAP anunciou que “a resiliência da procura e a dinâmica positiva das reservas deverão suportar Load Factors [ocupação] mais elevados e a melhoria das receitas unitárias, apesar do aumento moderado da capacidade”.
“O foco mantém‑se nos nossos principais mercados e na qualidade da receita, tirando partido da vantagem geográfica e da rede única da TAP”, acrescentou a companhia aérea.
Sobre a guerra iniciada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão, a TAP sublinha que está a “acompanhar a situação de perto” e garante ter “a flexibilidade necessária para ajustar rapidamente a operação caso o contexto se altere”.
Reforço da rede transatlântica
A companhia aérea anunciou que a sua estratégia para 2026 inclui “uma expansão e modernização equilibrada da frota, através da entrega de aeronaves Airbus NEO, reforçando a eficiência operacional e a sustentabilidade”.
“O crescimento será principalmente impulsionado pelo reforço da rede transatlântica, com particular destaque para o Brasil, bem como pela expansão das operações a partir do Porto, incluindo o lançamento de novas rotas e o desenvolvimento de um hub de Manutenção”, acrescenta a companhia aérea.
A transportadora prevê continuar “a investir no seu produto e na experiência do cliente, com foco numa nova cabine e na oferta a bordo, reforçando a portugalidade”.
Citado no comunicado, o CEO da TAP, Luís Rodrigues, salientou “um maior enfoque na expansão transatlântica” em 2026, “com duas novas rotas no Brasil, reforçando a nossa liderança e rede neste mercado, para um total de 15 destinos, dos quais 10 são servidos em exclusivo pela TAP”.
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