O tráfego aéreo de passageiros em voos directos entre a Europa e a Ásia aumentou 15,3% em Abril, substituindo o tráfego com trânsito no Médio Oriente, penalizado pela guerra dos EUA e de Israel.
No entanto, mesmo contando com esse crescimento expressivo, o tráfego de passageiros das companhias aéreas europeias, analisando todas os voos internacionais, só cresceu 0,9% em Abril, de acordo com os dados divulgados pela IATA, maior associação internacional de companhias aéreas.
A informação refere-se ao tráfego medido em RPK, ou seja, ao número de passageiros multiplicado pelo número de quilómetros voados, que é a medida mais utilizada para analisar tráfego aéreo de passageiros.
Ainda assim, a procura cresceu mais do que a oferta colocada no mercado pelas companhias aéreas (+0,3%, medida em ASK ou número de lugares multiplicado pelos quilómetros voados), o que levou a um aumento de 0,6 pontos percentuais na taxa de ocupação dos voos, que atingiu os 84,9%.
A nível mundial, os voos internacionais registaram uma quebra de 5,3% no tráfego medido em RPK, causada pelo decréscimo de 48,1% na procura por voos das companhias aéreas do Médio Oriente.
A oferta medida em ASK a nível mundial caiu 5,1%, uma quebra também causada pelo impacto da guerra no Médio Oriente, onde as companhias aéreas reduziram a sua oferta em 38,4%.
O director-geral da IATA sublinhou que “a situação do transporte aéreo continua altamente instável”. Citado num comunicado, Willie Walsh frisou que “o custo do combustível de aviação mais do que duplicou em Abril, o que está a aumentar as tarifas aéreas”.
“Os dados de programação futura mostram uma oferta reduzida nos próximos meses, indicando que as companhias aéreas estão a procurar equilibrar os elevados custos de combustível com a procura mais fraca”, acrescentou o executivo.
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