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Pilotos e tripulantes da Lufthansa na Alemanha em greve esta quinta-feira

Os sindicatos dos pilotos e dos tripulantes de cabine da Lufthansa convocaram uma greve de 24 horas para esta quinta-feira, dia 12 de Fevereiro.

No seu website, à hora de publicação desta notícia, a companhia aérea indica apenas que “terá de ajustar a sua programação de voos” e que “os passageiros cujos voos foram afectados pela greve estão a ser recolocados”.

“Este processo é a nossa prioridade máxima e ainda está em curso”, garante a Lufthansa.

“Os passageiros cujas reservas já tenham sido processadas receberão informações individuais sobre o cancelamento dos seus voos, bem como opções de remarcação, por e-mail ou através da aplicação da Lufthansa”, acrescenta a companhia aérea.

A paralisação vai afectar as operações das companhias Lufthansa, Lufthansa Cargo e Lufthansa CityLine.

Os tripulantes e os pilotos, representados pelos sindicatos Vereinigung Cockpit e UFO, estão em protesto devido à inexistência de avanços nas negociações, que se realizam desde Maio do ano passado.

De acordo com uma notícia da agência Lusa, citada na imprensa portuguesa (para ler no “Notícias ao Minuto” clique aqui), os pilotos recebiam, até 2017, uma pensão empresarial clássica com pagamentos garantidos, mas este sistema foi substituído por um modelo financiado através dos mercados de capitais, que, de acordo com os representantes dos pilotos, “fica claramente abaixo do nível de benefícios anterior”.

O sindicato dos tripulantes, por sua vez, anunciou que os tripulantes de cabine vão aderir à greve dos pilotos nos aeroportos de Frankfurt e Munique devido à recusa da empresa em atender “qualquer uma das reivindicações destinadas a melhorar as condições de trabalho”.

O pessoal de cabine da filial Lufthansa CityLine também estará em greve na quinta-feira, o que vai afectar todos os voos da companhia a partir dos aeroportos de Frankfurt, Munique, Hamburgo, Bremen, Estugarda, Colónia, Düsseldorf, Berlim e Hanover.

A Lufthansa, através do seu director de Recursos Humanos, Michael Niggemann, classificou a marcação da greve como uma “escalada completamente desnecessária”.

O executivo criticou as exigências dos trabalhadores, classificando-as como excessivas e afirmando que “simplesmente não tem margem financeira”, de acordo com a “Reuters”.

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