A hotelaria e o turismo em Portugal, que alcançaram novos recordes em 2025, enfrentam novos desafios nos próximos anos, um deles o “de não perder a cabeça” nos preços, que em casos pontuais, “degradou” a relação de custo-benefício em comparação com Espanha, afirmou hoje o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
Na inauguração do 35º Congresso Nacional de Hotelaria e Turismo, a decorrer no Porto, Marcelo Rebelo de Sousa, numa mensagem em vídeo, sublinhou que “o turismo tem continuado a crescer”, mas enfrenta hoje novos desafios, em primeiro lugar, “porque a guerra demora tempo a acabar”. E “há outros conflitos no mundo, que vão aumentar a imprevisibilidade”, com “repercussões no bolso das pessoas por todo o mundo”.
Há mercados emissores de turistas que “continuam a crescer”, como os Estados Unidos, o Canadá e alguns mercados europeus, mas “tem sido o turismo interno a aguentar muitíssimo e muitíssimo bem aquilo que de vez em quando é (…) a hesitação do turismo internacional”.
Os dados do INE recolhidos pelo PressTUR mostram que os residentes em Portugal fizeram 74,3% do aumento total de dormidas no alojamento turístico em 2025, ao crescer 1,286 milhões (+5,4%) em relação a 2024, superando os 25 milhões de dormidas. Por outro lado, seis mercados internacionais do Top10 de emissores de turistas para Portugal tiveram quebras de dormidas em 2025. Entre os maiores crescimentos destacaram-se os Estados Unidos. Clique para ler: Turistas dos Estados Unidos fizeram quase 60% do aumento de dormidas de estrangeiros em Portugal em 2025.
Entre os desafios do turismo e da hotelaria estão, de acordo com Marcelo Rebelo de Sousa, “continuar a aumentar a qualidade” e “não perder a cabeça, como aqui e ali houve, em termos de preços, de tal forma que a relação de custo-benefício se degradou, uma por outra vez, comparando com o mercado vizinho”.
A “imprevisibilidade pode ainda durar algum tempo”, continuou o Presidente da República, para sublinhar que é necessário “oferecer os mesmos produtos com maior qualidade, outros produtos com maior qualidade e uma capacidade de renovação, inclusive geracional, do turismo” em Portugal.
Os proveitos totais do alojamento turístico português, em 2025, aumentaram 7,2% ou 480 milhões de euros em relação a 2024, aproximando-se dos 7,2 mil milhões, de acordo com os dados do INE.
A informação do instituto mostra que o preço médio (ADR, receita por quarto ocupado) aumentou 4% em 2025, alcançando os 124,9 euros.
O Presidente da República terminou a sua mensagem ao Congresso da Hotelaria e Turismo deixando um agradecimento à entidade organizadora, a Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), pelo seu papel na transformação de “Portugal num caso de moda e de sucesso”. A pouco menos de um mês do fim do seu mandato, Marcelo Rebelo de Sousa fez um balanço “claro e inquestionavelmente positivo” do trabalho da AHP.
Há três anos, em 2023, o Presidente da República condecorou a vice-presidente executiva da AHP, Cristina Siza Vieira, com o grau de comendadora da Ordem do Mérito. Clique para ler: Cristina Siza Vieira recebe grau de comendadora da Ordem do Mérito.
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O PressTUR está no Porto a convite da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP)



