Apesar da acentuada recuperação de tráfego, as companhias de transporte aéreo de passageiros do grupo Lufthansa ainda fizeram -19% de voos que no 2º trimestre que no período homólogo de 2019, pré-pandemia de covid-19.
Aliás, segundo informou hoje, embora os seus aviões tenham voado com uma taxa de ocupação praticamente idêntica à do segundo trimestre de 2019 (-0,1 pontos), a sua capacidade em ASK (do inglês para lugares x quilómetros voados) ainda foi inferior em 17,5% e o tráfego transportado em RPK (do inglês para passageiros x quilómetros voados) foi inferior em 17,6%.
Porém, o yield, que é o preço praticado por quilómetro voado, teve um aumento em 24,7% (+13,1% quando se compara com o segundo trimestre do ano passado, ou 13,7% a câmbios constantes), para 10 cêntimos de euro, contabilizando receitas de tráfego no valor de 6.507 milhões de euros com 62.289 milhões de passageiros quilómetros.
A receita unitária ou RASK (receita por ASK), por sua vez, aumentou 25,1% em relação a 2019 e 15,6% em relação ao ano passado a câmbios constantes, muito acima do aumento do custo unitário sem fuel ou CASK ex fuel (custos por ASK, sem combustível, cujos preços são fixados pelos mercados e sem custos por emissões) subiu 16,3% em relação a 2019 e 6,9% em relação a 2022.
As informações do grupo Lufthansa evidenciam que onde está com a recuperação da operação mais atrasada é nas Américas e na Ásia e Pacífico, que são simultaneamente as regiões de tráfego com as subidas mais fortes da RASK.
Para uma quebra média da capacidade no trimestre de 17,5%, nas rotas da Ásia e Pacífico, em que a China prolongou por vários meses as restrições para combater a covid-19, o decréscimo foi de 37,4%, nas Américas o decréscimo foi de 21,5%, na Europa foi de 7,7% e no Médio Oriente e África foi quase igualado o nível pré-pandemia, ficando abaixo em apenas 0,1%.
Em tráfego em RPK, as tendências foram semelhantes, com decréscimos de 39,5% na Ásia e Pacífico, de 21,3% nas Américas, de 6% na Europa e de 0,7% no Médio Oriente e África.
Em taxa de ocupação dos voos (RPK/ASK) o grupo indicou que praticamente atingiu o nível médio do 2º trimestre de 2019 (-0,1 pontos), com aumentos na Europa (+1,5 pontos) e Américas (+0,2 pontos) e quebras na Ásia e Pacífico (-2,8 pontos) e Médio Oriente e África (-0,7 pontos).
Mas via yield, o grupo tem aumentos de RASK a dois dígitos em todas as regiões de tráfego, acima de 30% nas ligações de longo curso da Ásia e Pacífico (+37,4%) e das Américas (+30,6%), com +36,8% nas rotas da América do Norte e +44,7%, que foi a subida mais forte do período, nas rotas da América do Sul, e +15,6% na Europa e +13,8% no Médio Oriente e África.
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