A IATA reduziu as suas previsões de rentabilidade para o sector da aviação em 50% devido ao aumento dos preços dos combustíveis, resultado dos ataques não-provocados dos Estados Unidos e Israel ao Irão, e a consequente resposta.
A International Air Transport Association, IATA, indica que a região do Médio Oriente é, naturalmente, a mais afectada, projectando que as companhias da região registem prejuízos, enquanto que as previsões para as outras regiões apontam para lucros, mas com uma projecção inferior à anunciada anteriormente.
Está previsto que, em termos globais, as companhias aéreas registem um lucro líquido de cerca de 23 mil milhões de euros, cerca de metade da projecção anterior de 41 mil milhões de euros, e da estimativa de lucro de 2025, que foi de 45 mil milhões de euros.
A margem de lucro líquido prevista para 2026 é de 2%, cerca de metade da projecção anterior, que se encontrava nos 3,9%, e da de 2025, 4,2%.
A margem de lucro por passageiro prevista é de 4,5 dólares, enquanto que em 2025 foi de 9,1 dólares.
O resultado operacional previsto é de 48 mil milhões de dólares, com uma margem operacional líquida de 4,1%, enquanto que em 2025 esses valores foram, respectivamente 76,4 mil milhões de dólares e 7,2% de margem operacional líquida.
A IATA india também que o retorno de capital investido será 4,3%, abaixo dos 6,6% de 2025, e abaixo do custo médio ponderado de capital estimado de 8,5%, que “evidencia, mais uma vez, a fragilidade estrutural do sector aéreo, onde os choques de rentabilidade corroem rapidamente a eficiência do capital”.
A receita total deve chegar aos 1,65 mil milhões de dólares, 9,4% que em 2025 (1,065 mil milhões).
Em relação a taxa de ocupação, esta deve continuar a atingir máximos históricos, com uma previsão de 84%, acima dos 83,5% de 2025. O número total de passageiros deve ser de 5,1 mil milhões, +2,4% que em 2025. O volume de carga também deve crescer 0,2% em relação a 2025, para os 71,7 mil milhões de toneladas.
As receitas gerais previstas são de 1,165 biliões de dólares, +9,4% que em 2025, enquanto que o ATK (revenue per available tonne kilometer) deve crescer 8,8%. O aumento da receita prevê-se que fique abaixo dos 13% referentes ao custo operacional, que chega aos 1,117 biliões de dólares, reduzindo a rentabilidade líquida para 23 mil milhões de dólares.
A quebra no crescimento do PIB, que baixa de 3,4% em 2025 para 2,5%, o aumento da inflação de 4,1% para 5%, e a queda do crescimento do comércio mundial, de 4,6% para 1,9% são outros factores que contribuem para a situação das companhias aéreas em 2026.
Ver também:
Companhias aéreas esperam recorde de ocupação, mesmo com subida de preços dos voos
Saiba mais no site da IATA.




